Os presidentes das entidades que compõe o Fórum Sindical estiveram presentes nos debates realizados ao longo desta terça-feira (05) na Assembleia Legislativa. O grupo participou da audiência pública que apresentou aos parlamentares as contas do Estado no 1º quadrimestre. Os dados foram expostos pelo secretário Adjunto do Tesouro, Carlos Rocha e ratificados pelos secretários de Estado de Fazenda, Seneri Paludo, e de Planejamento, Gustavo Oliveira.
Durante a tarde os dirigentes acompanharam a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Fiscal e posteriormente da reunião da Comissão de Fiscalização, Acompanhamento e Execução Orçamentária (CFAEO) e da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.
"Nossa participação foi importante, pois pudemos ter acesso a números e comprovar o já esperado, de que as finanças de Mato Grosso permanecem saudáveis, e quando indagados, não tiveram argumentos para rebater os contrapontos feitos. Deixamos claro em nossas falas que a Revisão Geral Anual é apenas uma gota d’água num copo transbordando e que clamamos por justiça quanto aos direitos dos servidores”, destaca o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde e do Meio Ambiente (Sisma), Oscarlino Alves.
De acordo com os representantes, o intuito é participar de forma ativa nos debates, principalmente os ligados a matérias orçamentárias, a fim de não permitir que novas manobras sejam tomadas contra os direitos dos servidores públicos do Executivo.
Para os sindicalistas a apresentação e o debate comprovaram de forma clara que houve alocação de recursos excessivos e desnecessários aos demais poderes, acarretando prejuízos incomensuráveis na realização das politicas públicas pelo executivo.
A má distribuição dos recursos orçamentários aos poderes ratifica o relatório do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento (Conseplan), onde o Estado de Mato Grosso ocupa o 2º lugar no ranking nacional de pior resultado com gastos com o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado e Defensoria Pública em 2015, e já projetando o Estado para ser o campeão do pior resultado em 2016.


