Não faltam foliões vestidos a caráter no Bloco Agrada Gregos, que na tarde deste sábado, 14, percorre o circuito do Parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
“Viemos assim (com roupas em alusão à Grécia Antiga) justamente para combinar com o bloco, virou tradição”, disse o criador de conteúdo Dante Greco, de 30 anos. Ao lado dele, estava a psicopedagoga Brenda Santos, também de 30 anos.
O bloco, que neste ano foi às ruas em parceria com o TikTok, teve a concentração marcada para 13h no Obelisco do Ibirapuera. A expectativa é que a dispersão ocorra por volta das 18h, nos arredores do Monumento às Bandeiras.
Com uma década de história, o Agrada Gregos é considerado pioneiro quando o tema é diversidade. Nas redes sociais, hoje eles se apresentam como “o maior bloco LGBTQIA+ do Brasil”.
Entre os destaques, estão nomes já bastante conhecidos na cena, como Gretchen e Glória Groove, e artistas que vêm ganhando destaque nos últimos anos, como Traemme.
Além disso, a ousadia dos foliões Lucas Nogueira, 31, e Rafael Piccinini, 33, fez sucesso durante o Agrada Gregos. O casal se caracterizou como os protagonistas do filme As Branquelas, sucesso nos anos 2000. “Amamos o filme, assistimos quase todo ano”, explica Lucas.
Nas primeiras edições, realizadas a partir de 2016, a proposta era que os desfiles fossem como uma balada, com DJs. Com o passar do tempo, o bloco adotou banda ao vivo e ficou com uma identidade melhor definida, nos moldes de uma Parada do Orgulho LGBTI+ fora de época.
Tradicionalmente, muitos foliões comparecem com os tradicionais leques, roupas cobertas de adereços e bandeiras com cores de bandeiras LGBTI+ para dar as boas-vindas ao carnaval. Neste ano não foi diferente: o bloco levou as mais diversas cores às vias do entorno do Ibirapuera.



