O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) anunciou nesta quarta-feira, 21, o acionamento do processo de garantia em favor de depositantes e investidores do Will Bank, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central pela manhã. Em nota, o FGC estima que o valor a ser pago será de cerca de R$ 6,3 bilhões, com base em dados de novembro do ano passado. A cifra final e o número de clientes elegíveis, porém, dependerão das informações entregues pelo liquidante.
O fato de a fintech fazer parte do conglomerado do Banco Master, liquidado em novembro, complica os cálculos, uma vez que alguns beneficiários podem já ter superado o limite de garantia. Clientes que adquiriram produtos financeiras antes da aquisição do Master, em 2024, terão o direito preservados. A partir de 22 de agosto daquele ano, nos casos das pessoas que tiverem aplicações em ambas instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, até o limite de R$ 250, de acordo com o FGC.
Se o reembolso já tiver sido integralmente efetuado, não haverá ressarcimento adicional do FGC. Pela atualização mais recente, 448 mil dos 800 mil credores do Master já finalizaram o processo de solicitação das garantias. Os pagamentos começaram oficialmente na última segunda-feira.
O FGC ressalta ainda que não há prazo legal para o início dos pagamentos, embora assegure empreender esforços para começá-los no menor tempo possível. Em outras liquidações, o prazo esteve entre 30 e 60 dias.
O BC determinou a liquidação extrajudicial do Will Bank um dia após a Mastercard bloquear cartões da fintech pela falta de pagamento de valores devidos. A bandeira executou garantias de dívida e passou a ter parte das ações do Banco de Brasília (BRB) e da varejista de móveis online Westwing.


