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Faccionados são condenados a 95 anos de cadeia por tortura e assassinatos com golpes de picareta

Dois integrantes de uma facção foram condenados a 95 anos de prisão, somadas as penas aplicadas pelo Tribunal do Júri de Guarantã do Norte (720 km de Cuiabá), pelos homicídios qualificados de Marcionílio Riselo Neto e Haroldo Júnior Barboza de Souza. Os crimes envolveram tortura e foram motivados por disputas relacionadas ao tráfico de drogas sintéticas, já que, segundo as investigações, as vítimas estariam comercializando entorpecentes sem autorização da organização criminosa que atua na região.

O réu Keulis Jhoni de Souza Cordeiro foi condenado a 52 anos, oito meses e 15 dias de reclusão, enquanto Luan Cardoso recebeu pena de 42 anos e quatro meses. A sentença foi definida em julgamento realizado no dia 27 de fevereiro, e ambos deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, os homicídios ocorreram em julho de 2022, após a realização da feira agropecuária Expotã, em Guarantã do Norte. As vítimas foram atraídas pelos criminosos e colocadas em um veículo, sendo levadas pela BR-163 até áreas rurais do município, nas regiões conhecidas como Linha da Cachoeirinha e Linha Santo Antônio.

Durante o percurso, as vítimas sofreram agressões físicas e psicológicas. Marcionílio foi morto primeiro, atingido por golpes de picareta no crânio. Após o crime, parte do grupo retornou à cidade para comprar soda cáustica, utilizada na tentativa de dificultar a identificação do corpo, que foi ocultado em uma área de difícil acesso. Em seguida, Haroldo também foi assassinado e enterrado em cova rasa.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil reuniram provas periciais, depoimentos e imagens de câmeras de segurança que ajudaram a esclarecer a dinâmica dos crimes. As evidências foram apresentadas em plenário pela promotora de Justiça responsável pela acusação, contribuindo para que o Conselho de Sentença reconhecesse as qualificadoras e condenasse os acusados. Outros dois envolvidos já haviam sido julgados e condenados em 2024 em processo separado.

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