Uma mulher de 65 anos, condenada pelo estupro de vulnerável da própria neta, foi presa pela Polícia Civil na última segunda-feira (12), em uma operação que encerrou um período de 16 anos de fuga. A prisão ocorreu em uma propriedade rural localizada a cerca de 150 quilômetros do município de Juara, em Mato Grosso.
O mandado de prisão foi cumprido após um trabalho conjunto de investigação entre as delegacias de Tapurah e Porto dos Gaúchos, que conseguiram rastrear o paradeiro da foragida. O crime ocorreu originalmente em 2009, quando a mulher foi detida ao lado do marido pela prática dos abusos contra a criança.
Na época, as investigações apontaram que a acusada, que chegou a ser suplente de vereadora em Itanhangá no ano de 2004, tinha uma participação ativa e cruel nos atos: ela era responsável por segurar a neta e tampar sua boca para impedir que ela gritasse enquanto o marido consumava os estupros.
A trajetória judicial da condenada foi marcada por uma longa interrupção. Em 2010, ela obteve o direito de responder ao processo em liberdade, mas aproveitou a oportunidade para desaparecer, tornando-se foragida desde então. Mesmo com seu paradeiro desconhecido, o processo seguiu os ritos legais e a condenação definitiva pela Justiça foi proferida no ano de 2016.
Desde então, as autoridades buscavam localizar a mulher para que ela desse início ao cumprimento da pena imposta.
Após a captura na zona rural de Juara, a idosa foi conduzida à delegacia local para a formalização do cumprimento do mandado e a realização dos procedimentos cabíveis. Agora, ela permanece sob custódia e à disposição do Poder Judiciário para cumprir a sentença pelo crime hediondo. O desfecho do caso encerra um ciclo de impunidade que durava mais de uma década e meia no interior do estado.

