Política

Ex-secretários Eder e Vivaldo são condenados à prisão pela Justiça Federal

O ex-secretário de Fazenda, Casa Civil e da Copa do Mundo, Eder Moraes Dias foi condenado a 12 anos de prisão, e o ex-adjunto de Fazenda, Vivaldo Lopes, a 8 anos e 4 meses de reclusão, pela Justiça Federal. A decisão é referente à Operação Ararath, na qual ambos são acusados de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. 

A sentença foi proferida nesta segunda-feira (22) pelo juiz Jeferson Shneider da 5ª Vara Federal. Além da prisão, foi aplicada também 40 dia-multa (R$ 35,2 mil) para Eder e 72 dia-multa (R$63,3 mil) para Vivaldo, e ainda uma indenização de R$ 520 mil para a União Federal. 

Nos autos, consta que Eder ‘lavou dinheiro’ recebido de um banco clandestino através da empresa de Vivaldo Lopes, Brisa Assessoria. Na denúncia realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) foi investigado que o esquema teria movimentado cerca de R$ 500 milhões, através de factorings, empresas de fachada e serviços ‘fantasmas’.

Vivaldo Lopes é acusado de usar a própria empresa para colaborar com os crimes, como o de lavagem de dinheiro. Ele declarou que cedeu as contas da sua empresa para Eder movimentar dinheiro para pagar despesas do Mixto Esporte Clube, que na época era presidido Moraes. Ambos negaram os crimes. 

Eder que já havia sido condenado a 69 anos de reclusão pelos mesmos crimes em novembro do ano passado, agora soma 81 anos de prisão com esta decisão. Os réus condenados ainda podem recorrer da sentença em liberdade, no entanto poderão voltar a prisão por descumprir medidas cautelares como o uso da tornozeleira eletrônica. 

No processo, o ex-superintendente do BicBanco em Cuiabá, Luiz Carlos Cuzziol, foi condenado a mais de 15 anos de prisão, e  a mulher de Eder, Laura Tereza da Costa Dias, foi absolvida por falta de provas suficientes para a condenação. 

 

Redação

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