Grupo partiu da USP até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado. (Foto: Will Soares/G1)
Estudantes, professores e funcionários da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizavam, nesta quarta-feira (15), um ato conjunto pelas ruas da capital paulista para protestar contra suas reitorias e o governo estadual. O grupo está em greve há pouco mais de um mês, reivindicando diversas mudanças nos centros de ensino.
Os manifestantes começaram a se reunir por volta das 10h em frente à faculdade de Educação Física da USP, na Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo. Lá, receberam um kit alimentação (pães com frios, fruta, água e refrigerante) bancado pelas entidades sindicais e estaduais das universidades e, às 13h15, partiram em caminhada rumo ao Palácio do Bandeirantes, na região do Morumbi, sede do governo paulista.
Para chegar ao local, o grupo escolheu o trajeto pela Rua Alvarenga e avenidas Vital Brasil, Francisco Morato, João Saad e Giovanni Gronchi. Por volta das 13h50, eles ainda seguiam pela Avenida Vital Brasil, altura da Rua Camargo.
Entre as pautas do protesto estão temas particulares de cada universidade, como a falta de vagas de moradia no Conjunto Residencial da USP e o corte orçamentário da Unicamp, mas também temas unânimes, como a falta de estruturas dos cursos e de incentivo para a permanência estudantil.
Angelo Antônio Abrantes, professor do departamento de Psicologia da Unesp, também ressaltou a questão da valorização salarial dos docentes. "O que acontece na prática é que tivemos reajuste zero. Estamos falando de uma corrosão do salário de 10%". Segundo ele, com o achatamento salarial, os professores se vêm obrigados a migrar para as universidades particulares. "A gente luta pelo financiamento público para atender a sociedade num conjunto, não um pequeno segmento que pode pagar", afirmou.
O congelamento das contratações nas universidades é outro tópico levantado pelos manifestantes. De acordo com João da Costa Chaves Junior, presidente da Adunesp, cursos e disciplinas das faculdades "só não foram fechados ainda às custas da sobrecarga de trabalho". Para ele, no entanto, a falta de pessoal chegou a um momento crítico. "Está num ponto de explosão, não dá pra aumentar muito mais a carga. Isto acaba refletindo nas outras atribuições dos docentes, que é trabalhar com prestação de serviço à comunidade e pesquisa e produção de conhecimento", completou.
Fonte: G1



