Vinicyus Andrade, de 22 anos, teve a motocicleta furtada no estacionamento do Comper, no último dia 4 de junho. Ele foi até supermercado, localizado na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, a trabalho e ao sair para o almoço não encontrou o bem no local deixado. A empresa, no entanto, não se responsabilizou pelo roubo, assim como em outros casos na Capital.
A Superintendência de Defesa do Consumidor (Procon-MT) afirma que em casos de locais que oferecem estacionamento a segurança é obrigatória, independente dos avisos e placas de “não nos responsabilizamos”.
“O estacionamento é uma forma de melhoria no serviço oferecido, seja ele mercado, restaurante ou shopping. Independente de ser gratuito, a empresa é responsável por tudo aquilo que acontece dentro do seu ‘território’, seja no estabelecimento ou estacionamento. As placas informativas de não responsabilidade em furtos ou roubos ela é não tem validade nenhuma e são consideradas abusivas”, diz o conciliador do Procon, José Diego Rachid e Jaudy, ao Circuito Mato Grosso.
Nesse seis meses, o Procon-MT registrou o total de cinco reclamações sobre roubos e furtos em estacionamentos de mercados. Jaudy diz que a melhor forma de se evitar esses incidentes, ainda, é a precaução de cada um. “Evitar deixar a mostra objetos de valores é o melhor a ser feito e trancar e travar o veículo adequadamente. Às empresas, a dica é dar a proteção mínima aos seus frequentadores sob pena de responder pelos fatos que ocorreram no seu estacionamento”, finaliza José.
O caso
Na hora em que se deu conta do roubo de sua moto, o rapaz conta que tentou por todos os meios um respaldo da segurança e gerencia do mercado, sem sucesso. “Para ter certeza, eu dei uma volta em todo o estacionamento, chamei a segurança do mercado e eles pediram para identificar o lugar que a moto estava para procurarem na gravação da câmera. Mas, não tive acesso as imagens, fiquei sem saber o que aconteceu”, afirmou.
O promotor de degustação então ligou para a chamada de emergência da Polícia Militar. “Registrei a ocorrência na delegacia da Prainha, de lá fui encaminhado para a Delegacia de Roubos e Furtos [Derf]. Lá foi feito um pedido de liberação das imagens, já se passaram 13 dias e até agora eles não liberaram. Me senti muito desamparado por não ter ninguém que se prestasse a vir falar comigo me orientar ou saber se eu precisava de alguma coisa”, relata.
Indignado, Vinicyus diz que espera ser ressarcido pela moto e inclusive irá acionar judicialmente o mercado.
“Não quero nada que não seja meu. Estacionei a minha moto dentro do estacionamento do mercado por segurança. Assim como aconteceu comigo poderia ter acontecido com qualquer cliente e, inclusive, já aconteceu até com funcionárioS. Já que o mercado oferece um estacionamento deveria garantir a segurança também”, declarou.
Outro lado
O Circuito tentou entrar em contato com a assessoria do mercado, mas não obteve êxito.



