Pouco mais de um mês após entrar em vigor, a lei que proíbe o uso de aparelhos celulares em escolas públicas, bibliotecas ou qualquer ambiente com atividades pedagógicas, em Cuiabá, está sendo adequada à rotina dos quase 50 mil alunos da rede pública.
A medida vem para fortalecer o trabalho de orientação ao não uso de eletrônicos em sala de aula, prática realizada anteriormente pela direção escolar, por meio de advertências verbais, escritas e de contato direto com os pais ou responsáveis.
De acordo com a lei, os celulares devem permanecer desligados nos locais em que as aulas estiverem sendo ministradas e só podem ser utilizados com autorização prévia de professores, com uso restrito às atividades pedagógicas.
A diretora da escola Ranulpho Paes de Barros, Rosália Nascimento, diz que dos 1.300 alunos da unidade escolar, apenas os de faixa etária mais avançada acolhem bem à ideia e se adaptaram com facilidade.
“O publico formado por educandos do período matutino, que são mais jovens e pré-adolescentes, mantém resistência em não usar o celular na sala de aula, devido à idade e às mudanças pelas quais estão passando. Enquanto, por outro lado, os estudantes da noite, em sua maioria adultos, mostraram uma facilidade de adaptação à norma”, explicou.
Para o estudante Tiago Pascoal Rossin, a adaptação veio aos poucos e hoje já não usa mais o celular em sala de aula. “Agora eu chego na escola e já guardo os fones e o celular na mochila, virou um hábito”, disse.
Entretanto, o uso de celulares nas escolas não representa só pontos negativos, pois existem casos em que os estudantes utilizam a ferramenta tecnológica para a busca de conhecimento, conforme salienta a professora Nilvanil Borges da Silva.
“No ano passado, tive um grupo de alunas, do 6º ano, que tinham grupo de Whatsapp e elas o usavam para passar conteúdo se alguma delas faltava, por exemplo”, pontuou.
É de responsabilidade da direção escolar assegurar que os alunos fiquem a par da nova regra. Ações como fixação de cartazes, em locais visíveis, como as salas de aula, as bibliotecas e os demais espaços pedagógicos em questão.
Em outros ambientes das unidades escolares, os telefones e equipamentos devem permanecer no modo silencioso, desde que sejam usados com fins educacionais.



