Jurídico

Eraí teria repassado R$ 1 milhão para quitar dívidas de campanha de Taques

O sojicultor Eraí Maggi teria repassado R$ 1 milhão a Alan Malouf como parte do pagamento do dinheiro que o empresário utilizou para financiar a campanha do governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB). O repasse teria ocorrido em abril de 2016.

Estas informações constam na delação de Alan Malouf  à Procuradoria Geral da República (PGR) no processo que investiga esquema de caixa 2 na campanha de Pedro Taques e de corrupção na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O montante supostamente repassado por Eraí Maggi, de acordo com Alan Malouf, também teria sido utilizado para cooptar Paulo Brustolin, então diretor da Unimed, e Júlio Modesto a aceitarem compor o primeiro escalão do governo de Pedro Taques.

Brustolin era diretor financeiro da Unimed e tinha vencimentos de R$ 60 mil mensais. Ele teria exigido a complementação do salário a Pedro Taques que concordou com esse pagamento e pediu para Alan completar o salário e luvas no valor de R$ 500 mil.

Júlio Modesto teria recebido a mais R$ 25.000,00 a cargo de Alan até o momento de sua prisão. O empresário informou que não conseguia fazer sozinho o repasse e que teria contado com o apoio dos empresários Marcelo Malouf, Erivelton Gasques e Juliano Bortoloto para o pagamento em conjunto da complementação.

Os pagamentos teriam cessado em 2015, sendo que Paulo Modesto deixou a administração no começo de 2016.

Alan Malouf garante que funcionários que trabalham e que trabalharam com ele teria condições de confirmar os encontros em que Paulo recebeu os valores.

O outro lado

Outro lado

Abaixo, íntegrada da nota emitida pela assessoria do governador Pedro Taques:

"Conforme já declarado desde 2016, o governador Pedro Taques nega a prática do chamado “Caixa 2” em sua campanha eleitoral ao Governo de Mato Grosso em 2014 e tampouco autorizou vantagens indevidas a qualquer empresa durante o exercício do mandato. Apesar de citado por delator em acordo de delação premiada, Taques não é réu no processo da chamada “operação Rêmora” e terá direito a ampla defesa nos autos. O governador já constituiu advogados para atuar no processo e garantir que a verdade prevaleça."

Redação

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