Enquanto aguardam o envio do projeto de lei da Revisão Geral Anual (RGA) pelo Poder Executivo, servidores públicos estaduais realizaram, nesta quarta-feira (14), uma grande mobilização na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O ato ocorreu durante a sessão ordinária e reuniu representantes de diversas categorias do funcionalismo, que cobram a votação da RGA de 2026 e a retomada das negociações sobre os percentuais não pagos de anos anteriores.
Após a sessão, o presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), recebeu dirigentes sindicais e representantes de associações para discutir os encaminhamentos da pauta. Na reunião, os parlamentares se comprometeram a intermediar o diálogo com o governo do Estado e garantir a votação do projeto assim que a mensagem do Executivo for encaminhada à Casa. Segundo Max Russi, a Assembleia permanecerá em regime de plantão para dar celeridade à tramitação da matéria.
A mobilização foi convocada pela Federação dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FEESP). De acordo com a presidente da entidade, Carmen Machado, o principal resultado do encontro foi o compromisso da Mesa Diretora de convocar sessão imediatamente após o envio do projeto. Ela destacou que a categoria reivindica, inicialmente, a aplicação dos 4,26% referentes à RGA deste ano, além da abertura de negociação sobre perdas salariais acumuladas entre 2019 e 2022, que somam 19,52%, conforme dados do Dieese.
Apesar do avanço no diálogo, os representantes sindicais afirmam que ainda aguardam uma resposta concreta do governo. Para Carmen Machado, houve demonstração de boa vontade por parte da Assembleia Legislativa, mas a expectativa era sair do encontro com uma definição mais objetiva. Outros líderes sindicais reforçaram a importância da mobilização e da união entre as categorias, destacando que a pauta não trata de aumento salarial, mas do cumprimento da legislação que garante a reposição inflacionária.
Ao final do ato, as entidades informaram que permanecerão mobilizadas até que o projeto seja encaminhado e votado. A FEESP afirmou que fará uma nova avaliação do movimento após a apreciação da matéria pela ALMT e não descarta novas formas de mobilização, incluindo a possibilidade de greve geral, caso não haja avanços nas negociações com o governo do Estado.

