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Energisa garante concessão em MT por mais três décadas

O cenário energético brasileiro alcançou um marco de estabilidade nesta segunda-feira (6 de abril de 2026). O Ministério de Minas e Energia (MME) convocou oficialmente o Grupo Energisa e outras 14 distribuidoras para a assinatura da renovação de suas concessões por mais 30 anos. A medida, publicada no Diário Oficial da União, encerra um período de expectativas e sinaliza a continuidade das operações até o ano de 2056.

O Processo de Transição Técnica

O despacho, assinado pelo ministro Alexandre Silveira, estabelece um rito administrativo rigoroso. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) agora tem a missão de disponibilizar os aditivos contratuais que detalham as novas obrigações das empresas. A partir do recebimento, a Energisa e os demais grupos (como CPFL, Equatorial e Neoenergia) terão exatos 60 dias para formalizar a assinatura.

A Energisa em Mato Grosso: Um Histórico de 2014 a 2056

Em Mato Grosso, a renovação possui um peso estratégico diferenciado. Desde que assumiu a antiga Cemat em 2014, a Energisa transformou o perfil do setor no estado:

  • Consumidores: Atendimento a mais de 1,5 milhão de unidades.
  • Investimentos: Aplicação de bilhões de reais na expansão de subestações e linhas de transmissão.
  • Modernização: Foco na digitalização da rede para suportar a demanda crescente do agronegócio e das indústrias locais.
Grupo EconômicoDistribuidoras Incluídas na Renovação
EnergisaMato Grosso, MS, Sergipe e Paraíba
CPFLPiratininga, RGE Sul e Paulista
EquatorialMaranhão e Pará
NeoenergiaCosern, Coelba e Elektro
IndependentesEDP São Paulo e Light

O que esperar das próximas três décadas?

A renovação não é apenas um “cheque em branco”. Os novos contratos devem vir acompanhados de exigências mais severas em relação aos índices de DEC (Duração Equivalente de Interrupção) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção). Para o consumidor mato-grossense, a expectativa é que a manutenção da concessão se traduza em uma rede capaz de suportar a transição energética e a integração de fontes renováveis, como a solar, que tem crescido exponencialmente no estado.

Lucas Bellinello

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