Política

Empresários criticam greve: “Receber salário já está de bom tamanho”

Por Josiane Dalmagro e Sandra Carvalho

Representantes dos setores empresariais de Mato Grosso tecem duras críticas aos servIdores em greve pelo pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) durante reunião convocada pelo governador Pedro Taques (PSDB) no mesmo momento em que o projeto do Executivo que propõe pagamento de apenas 6% dos 11,28% devidos deveria estar sendo votado na Assembleia Legislativa.

“Receber salários já está de bom tamanho, nós que representamos 97% da arrecadação do estado, nós sentimos na pele a crise econômica em detrimento de todo cenário nacional e Mato Grosso está com salários em dia”, afirmou Fernando Medeiros, do Sindicato de Bares, Restaurantes e Similares.

O empresário considera negativa a questão da RGA e do servidor querer um aumento num momento em que o setor empresarial, segundo ele, corta 40% de seus colaboradores.

Presidente da associação das empresas do Distrito Industrial (Aedic),  Domingos Kennedy, relatou que a entidade é composta por mais de 200 empresas e que o setor sofre muito neste momento de crise. Tínhamos 30 mil empregos diretos, perdemos 2 mil empregos, duas indústrias grandes fecharam, e nós temos diretores de várias associações preocupados com a situação de Mato Grosso”, informou, declarando apoio aos 6% propostos pelo Governo para solucionar a questão da RGA. “Se for maior, quem vai pagar essa conta é o próprio empresário”.

O ex-presidente da Federação da Indústria de Mato Grosso, Alexandre Furlan, e ex-secretário nacional de indústria e comércio, disse ver a greve como uma questão política do que econômica. “Há dois anos tínhamos duas centrais sindicais no pais e hoje temos 12 que recebem mais de 400 milhões do governo. E o que estão fazendo agora é mais uma questão de mídia do que de contraponto”.

Representando o Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Júlio Flávio pediu outras reuniões para resolver questões como a da RGA junto ao setor produtivo do Estado. "Apoiamos os 6% e uma vez proposta o governo deve encontrar meios para cumprí-la". Para Júlio, os sindicatos estão fazendo uso de estratégias de marketing para para convencer a maioria da população sobre a RGA. "Porém, sabemos que a população quer que o governo pague somente o que tem condições".

Redação

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