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Empresário acusado de agredir ex-namorada segue preso em MT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou, nesta semana de abril de 2026, a necessidade de manutenção da prisão preventiva do empresário Alexandre Franzner Pisseta, de 41 anos. Acusado de uma série de crimes contra a sua ex-namorada, Stephany Leal, o empresário permanece detido desde dezembro de 2025, após a justiça identificar que as medidas protetivas anteriormente impostas foram ignoradas.

A Tese da Defesa vs. A Realidade Prisional

A estratégia da defesa para obter o habeas corpus centrou-se na saúde mental do réu. Os advogados alegaram que Pisseta sofre de transtornos de personalidade que tornariam o ambiente carcerário incompatível com sua integridade física e mental.

Contudo, o relator do caso, desembargador Jorge Tadeu Rodrigues, foi contundente ao rejeitar o pedido. Segundo o magistrado, o laudo apresentado pela defesa carece de validação pelas instâncias competentes e, crucialmente, o sistema prisional já dispõe de aparato médico para oferecer o acompanhamento necessário ao custodiado.

Gravidade e Reiteração

O ponto determinante para a negativa da liberdade foi o comportamento do acusado. O processo detalha que:

  • As ameaças de morte foram explícitas e graves;
  • Houve descumprimento reiterado de medidas protetivas de urgência;
  • A permanência em liberdade representa um risco concreto à vida da vítima.
Elementos da DecisãoImpacto Jurídico
Laudo PsiquiátricoRejeitado por falta de validação técnica.
Assistência MédicaGarantida dentro da unidade prisional.
Medidas ProtetivasConsideradas insuficientes diante do histórico de descumprimento.
Risco à VítimaClassificado como “concreto”, justificando a segregação cautelar.

O Papel da Opinião Pública

O caso, que tomou grandes proporções após Stephany Leal utilizar suas redes sociais para expor vídeos de agressões, continua sob forte vigilância da sociedade e de órgãos de proteção à mulher. A decisão do TJMT sinaliza que, em 2026, o histórico de violência e a desobediência a ordens judiciais pesam mais que argumentos de saúde mental quando a vida de terceiros está em jogo.

O processo segue em tramitação e Alexandre Pisseta deve permanecer preso até que novos fatos ou o julgamento do mérito alterem sua condição jurídica.

Lucas Bellinello

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