Política

Emanuel Pinheiro quer proibir Uber em todo o estado

Foto: Ahmad Jarrah / Circuito MT

Após o vereador Dilemário Alencar (PTB) apresentar um projeto de lei que proíbe o funcionamento do aplicativo Uber em Cuiabá, foi a vez do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) apresentar, na Assembleia Legislativa, uma proposta que amplia esta proibição para todo o estado. Se aprovadas, a utilização de carros particulares para o transporte de pessoas será considerada clandestina, caso os veículos não sejam cadastrados, como os táxis.

Mesmo o aplicativo ainda não funcionando no estado, o deputado afirma que “o objetivo é fortalecer o sistema de transportes por táxi, garantindo a segurança do serviço, evitando a clandestinidade e a concorrência desleal.”

 Pinheiro ressalta que a oferta de transporte remunerado em carros particulares, se trata de uma atividade privativa dos taxistas, portadores de certificação específica para exercer a profissão, emitida pelo órgão responsável da localidade da prestação do serviço, conforme Lei Federal 12.468/2011, que regulamenta a profissão.

“Para mim é um ato ilegal da profissão. A minha intenção é preservar e valorizar a categoria, que se dedica e tem o alvará do seu ponto regulamentado. Não podemos permitir essa prática, pois caso ocorra algum incidente o usuário não tem aonde reclamar”, justificou. 

De acordo com a proposta, aqueles que forem pegos infringindo a lei estarão sujeito a multas, apreensão do veículo. No caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

O Uber no Brasil

Lançada na cidade americana de San Francisco há cinco anos, a empresa hoje está presente em mais de 300 cidades de 58 países, é avaliada em US$ 50 bilhões (mais de R$ 173 bilhões) e conta com usuários fieis e um lobby poderoso.

O Uber é um aplicativo de celular que conecta uma pessoa a um motorista particular. Normalmente, os carros que prestam o serviço pelo aplicativo são pretos, geralmente de luxo, e há vários itens de conforto para os passageiros, como bebidas e balas. Os motoristas usam roupas sociais e abrem a porta para a pessoa entrar. 

Como os táxis, esse serviço cobra bandeira, quilometragem e taxa por minuto parado. A diferença é quando há muita demanda por carros em uma determinada região, o preço da corrida aumenta. 

Com o crescimento do número de usuários do aplicativo, os taxistas de diversas capitais começaram a realizar protestos, pois consideram o serviço uma concorrência desleal. Para operar um táxi, o motorista precisa conseguir alvará, licença especial emitida pelas prefeituras das cidades. Na maioria das capitais brasileiras, a prefeitura parou de emitir alvarás e quem quiser ser taxista tem de comprar ou alugar de alguém que tenha esse documento.

Por outro lado, usuários e defensores afirmam que o serviço tem qualidade superior e muitas vezes preço mais baixo. Muitos dizem que é o equivalente a contratar um motorista particular, o que não seria ilegal.

O Uber enfrenta batalhas legais e opera sem marco legal em diversos países, como no Brasil. Até agora, o serviço é prestado em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília, mas ao menos outras nove capitais já discutem como proibir ou regular o aplicativo, enquanto não há lei federal que decida sobre o tema.

Pressionados por associações de taxistas, vereadores apresentaram projetos para proibir o Uber em Curitiba (PR), Salvador (BA), Recife (PE), Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Maceió (AL), Manaus (AM) e Vitória (ES). O Uber tem encontrado forte resistência por conta da concorrência com os táxis, com episódios de ataque a motoristas e passageiros.

Em Brasília, a Câmara Distrital chegou a proibir o serviço, mas o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) vetou o texto no último dia 6.

Nas capitais onde ainda não funciona, apenas Vitória já aprovou projeto de lei semelhante e aguarda decisão do prefeito Luciano Rezende (PPS). O projeto foi apresentado pelo líder do governo Rogerinho Pinheiro (PHS), ex-taxista. 

Além das discussões na esfera municipal, o Senado e a Câmara dos Deputados já discutem a regulamentação de aplicativos similares.

Com assessoria

Vereador Dilemário quer proibir que Uber funcione em Cuiabá

 

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões