Política

Educação segue em greve por tempo indeterminado em Mato Grosso

Os profissionais da Educação decidiram pela manutenção da greve durante assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) realizada na tarde desta terça-feira (12). A continuidade do movimento paredista foi definida por representantes de 80 municípios do Estado.

Os profissionais consideraram que o documento do Governo avançou muito pouco e votaram pela rejeição parcial do ofício 2120/2016. Foi considerado avanço a definição de calendário do Concurso Público, apesar disso cobram a publicação da Portaria do calendário, com data de posse dos concursados para o início do ano letivo de 2017 e publicação do número de vagas livres na rede estadual.

Na apreciação da Assembleia, os outros dois pontos da pauta – Parceria Público Privadas e integralidade da Lei 510/2013 – não tiveram avanços considerados. O documento que será encaminhado à Seduc nesta quarta-feira (13.07), exige a suspensão imediata e integral do edital das Parcerias Público Privadas (PPP’s), seguido da apresentação do calendário de Conferências deliberativas para debate sobre o tema. E mais, cumprimento integral da Lei 510/2013 para assegurar o piso salarial da categoria R$ 2.331,74.

“Considerando as perdas com a Lei da 10.410/2016 (definiu o RGA de 2016), a categoria reivindica aplicação imediata no percentual de 3,74%, garantindo a integralidade do piso antes da data base de 2017”, destacou o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes do Nascimento. O Sintep-MT defende a formação de uma comissão junto com a Seduc-MT para estudos financeiros, com objetivo de garantir a Lei da Dobra Poder de Compra.

A Assembleia Geral destacou ainda apoio aos estudantes que, diante de ocupações de escolas e até mesmo da sede da Secretaria de Estado de Educação, fortalecem o exercício democrático, a luta pela garantia de uma Escola Pública e 100% Gratuita e a busca pela qualidade da educação. 

O calendário de mobilização prosseguirá com nova Assembleia Geral pré-agendada para terça-feira (19.07), caso o governo apresente nova proposta. E ainda, ato de protesto na sexta-feira (15.07), em Cuiabá.

Com Assessoria

Redação

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