As eleições para a presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso para o biênio de 2021/2022 se aproximam e trazem à disputa quatro desembargadores: Luiz Ferreira da Silva, Maria Helena Gargaglione Póvoas, Juvenal Pereira e Sebastião de Moraes Filho.
Os dois primeiros, desembargadores Luiz Ferreira e Maria Helena não fizeram suas carreiras na magistratura ou no Ministério Público, o que coloca ainda mais em evidência as vagas preenchidas por advogados nas cobiçadas cadeiras do Tribunal de Justiça. A desembargadora Maria Helena é a atual vice presidente da corte e seu colega Luiz Ferreira, o atual corregedor-geral da Justiça. Ambos buscam o cargo máximo a ser conquistado pelos membros do TJMT.
Antes do impedimento do atual presidente do TJMT, o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, de tentar a reeleição, apenas o desembargador Luiz Ferreira da Silva era candidato ao pleito, mas com a possibilidade de novas candidaturas determinada pelo Conselho Nacional de Justiça a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas apresentou-se para a disputa.
Nos bastidores a busca por apoiadores entre os pares é intensa. Segundo informações colhidas de fontes do TJMT, o presidente Carlos Alberto se declarou neutro nesta disputa, onde ainda não desponta um favorito ao cargo. As eleições no TJMT costumam trazer surpresas, onde os favoritos num primeiro momento acabam superados pelos mais discretos na corrida pelos votos. Talvez por isso, nenhum dos candidatos ostenta apoios conquistados, o que aumenta a incerteza de quem será o feliz vencedor.
Outra disputa que também vai ocorrer nessas eleições é pelo cargo de corregedor-geral da justiça, sendo candidatos os desembargadores José Zuquim Nogueira e Pedro Sakamoto. Esse último também se candidatou na segunda oportunidade aberta com a publicação do novo edital determinado pelo CNJ. José Zuquim Nogueira era o único inscrito antes da decisão, que até então trazia sua eleição como certa, por ser única candidatura.
O único cargo de direção do Tribunal de Justiça que não terá disputa é o de vice-presidente, pois a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro é a única candidata inscrita, ou seja, certamente ocupará a vaga no próximo biênio.
Entenda por que essa disputa foi para o CNJ
O TJMT aprovou uma emenda regimental permitindo a reeleição para quem ocupasse o cargo de presidente por uma única vez. O caso chegou ao Conselho Nacional de Justiça por representações dos desembargadores Juvenal Pereira da Silva e Sebastião de Moraes Filho e, por decisão unânime, do órgão administrativo superior e censor da magistratura nacional, o desembargador Carlos Alberto da Rocha foi impedido de disputar novamente o cargo. Novo edital foi lançado e trouxe novos nomes à disputa do pleito.



