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Doações crescem, mas 46% ainda negam transplante

O Brasil registrou crescimento nas doações e transplantes de órgãos em 2014, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) divulgado nesta segunda. Foram 7.898 órgãos doados no ano passado, o que equivale a 3% a mais que em 2013.

A taxa de doadores também subiu de 13,5 por milhão de pessoas para 14,2 por milhão, no entanto, ficou abaixo da meta proposta pela associação para 2014 – que era de 15 por milhão – e está longe de alcançar o objetivo de 20 doadores por milhão de pessoas até 2017.

Segundo o Ministério da Saúde, que coordena o Sistema Brasileiro de Transplantes, há mais de mil equipes preparadas para realizar cirurgias distribuídas pelo Brasil e 400 unidades prontas para atuar nessa área.

Rejeição das famílias. Outro problema que dificulta a realização dos transplantes é a falta de autorização da família para a cirurgia. Medido pela chamada “taxa de negativa familiar”, o índice em 2014 ficou em 46%, apenas 1% menor que em 2013. Em alguns Estados, o percentual de famílias que não aceitam que um parente doe seus órgãos é ainda maior.

Lucio Pacheco, presidente da associação que divulgou a pesquisa, afirma que é preciso reverter tal situação com mais campanhas educacionais, que mostrem à população o que é a doação de órgãos, explique a morte cerebral e tire dúvidas sobre o sistema de transplantes. “É importante entender a doação de órgãos como um papel da sociedade civil. Hoje você pode não estar precisando, mas, no futuro, você pode precisar”, alerta.

Fonte: iG

Redação

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