Os deputados estaduais Gilmar Fabris (PSD), Mauro Savi (DEM) e Romoado Júnior (MDB) viraram réus por supostos desvios de R$ 9,4 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa. Por unanimidade, o Pleno do Tribunal de Justiça recebeu a denúncia na tarde desta quinta (23).
Com a denúncia aceita, o Judiciário pode andar com o processo para condenar ou absolver os três parlamentares. Em sessão, as defesas dos três parlamentares negaram o envolvimento dos deputados no crime.
Os supostos desvios são investigados sob o âmbito da Operação Ventríloquo, que foi deflagrada em junho de 2015. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), as fraudes envolviam a simulação de pagamentos de uma dívida ao banco HSBC.
O caso está na segunda instância, junto com os desembargadores, pois os três possuem foro privilegiado junto ao TJMT por serem deputados estaduais.
Além de Fabris, Savi e Romoaldo, o caso ainda tem como réus José Riva (ex-deputado), Anderson Flavio de Godoi (ex-procurador-geral da ALMT), Luiz Marcio Bastos Pommot, Joaquim Mielli Camargo, Francisvaldo Mendes Pacheco (chefe de gabinete de Romoaldo), Júlio Cesar Domingues Rodrigues e agentes públicos.
Savi ainda pode responder como réu em outro processo penal. O deputado é investigado ainda pela Operação Bereré, que apura um suposto esquema de desvios de R$ 27,7 milhões do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Por causa desta última operação, ele está preso há mais de três meses no Centro de Custódia da Capital (CCC).
O deputado Romoaldo Júnior também é investigado por esse caso. Contudo, o parlamentar ainda está em liberdade e não virou réu na ação.
Já Fabris acumula uma condenação por improbidade administrativa. Ele foi condenado por desvio de R$ 1,5 milhão da Assembleia Legislativa durante o ano de 1996. O caso está relacionado a Operação Arca de Noé.


