O deputado estadual Wilson Santos (PSD) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quarta-feira (12), para fazer um desagravo público ao ex-secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Durante a sessão, o parlamentar expressou dúvidas sobre o envolvimento de Carvalho nas suspeitas apuradas pela Operação Heritage, deflagrada recentemente pela Polícia Federal.
Wilson Santos fez questão de enaltecer a trajetória empresarial de Carvalho, argumentando que o ex-secretário já possuía um patrimônio sólido construído no setor privado muito antes de ingressar na vida pública.
Elogios à trajetória e atuação no governo
Segundo o deputado, não há elementos que justifiquem colocar Mauro Carvalho ao lado de pessoas consideradas desonestas, ressaltando a contribuição econômica do empresário para o estado.
“Ele fez carreira na vida privada, ganhou dinheiro honesto como empresário, gerou milhares de empregos no Estado de Mato Grosso, paga mais de R$ 400 milhões por ano de impostos”, afirmou Santos.
O parlamentar também elogiou os serviços prestados por Carvalho à frente da Casa Civil, classificando-o como “talvez o melhor secretário a ocupar a pasta” na história recente.
“Foi o mais longevo secretário-chefe da Casa Civil da história republicana de Mato Grosso. E eu tenho muita dúvida do envolvimento dele nisso. Um secretário exímio, educado, dinâmico, cumpridor dos compromissos”, completou o deputado.
A Operação Heritage e a saída da Casa Civil
A defesa de Wilson Santos ocorre um dia após Mauro Carvalho deixar oficialmente o comando da Casa Civil. A exoneração ocorreu na terça-feira (11), cinco dias após o ex-secretário ser um dos alvos da Operação Heritage.
Em uma carta divulgada em suas redes sociais, Carvalho afirmou que a decisão de deixar o cargo foi tomada para que pudesse se dedicar à família, às suas empresas e ao esclarecimento dos fatos investigados. Ele negou veementemente qualquer participação no acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.
Entenda o caso:
A Operação Heritage investiga suspeitas de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro relacionadas a esse acordo financeiro. A Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.
Além de Mauro Carvalho, a investigação cita nomes de peso na política mato-grossense, como o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), bem como outros agentes públicos, empresários e advogados.


