A dívida pública federal (DPF) cresceu 18% em 2025 em relação ao ano anterior, chegando a R$ 8,635 trilhões. Essa alta, a maior desde 2015, foi impulsionada, em grande medida, pelo elevado patamar da taxa de juros, que chegou a 15% em meados do ano passado, conforme informou ontem o Tesouro Nacional.
A DPF, que inclui as dívidas interna e externa, é contraída pelo Tesouro para financiar o déficit orçamentário do governo federal – ou seja, pagar as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições – principalmente por meio da emissão de títulos públicos.
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que o aumento do estoque da dívida em 2025 tem relação com o aumento do colchão de liquidez – ou seja, uma espécie de reserva financeira. “Esse olhar para a variação do estoque tem de ser relativizado, tem de ser olhado de uma forma mais abrangente sobre o que está acontecendo com o colchão de liquidez. A gente poderia ter consumido o colchão de liquidez e ter feito uma variação do estoque muito menor. O que significa que foi um ano muito bom do ponto de vista de resultados fiscais? Não seria correto dizer (isso)”, argumentou o secretário.
O subsecretário da Dívida Pública, Daniel Leal, explicou que o aumento da dívida de um ano para outro pode estar relacionado aos juros ou a um bom momento do mercado, em que há mais emissões e recomposição do colchão de liquidez. “Isso aqui está muito mais relacionado a um bom momento que a gente teve em 2025 que propiciou a gente poder fazer uma emissão e recompor esse colchão de liquidez para enfrentar 2026.”
Hoje será divulgado o Resultado do Tesouro Nacional (RTN), com o resultado fiscal das contas do governo no ano passado.


