Cidades

Criança sofre bullying em escola municipal de Cuiabá por causa do cabelo

A dona de casa Nayara Oliveira usou as redes sociais para denunciar que sua filha de nove anos estaria sendo vítima de bullying na Escola Municipal Constança Figueiredo Palma Bem Bem, no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, por causa do seu cabelo.

Procurada pelo Circuito Mato Grosso, Nayara contou que sua filha vem enfrentando a perseguição de colegas desde que estudava a 4ª série. Porém, este ano o assédio teria aumentado.

“Todos os dias ela chega em casa dizendo que os coleguinhas estão falando mal do seu cabelo. Teve um dia que ela chegou chorando em casa dizendo que não queria mais estudar na escola porque os colegas ficava dizendo que o cabelo dela é ‘duro’ e perguntando porque ela não trocava de cabelo”, relatou Nayara.

A mãe, revoltada, chegou a ir a escola conversar com os alunos. Estes teriam reclamado para o diretor que Nayara os estaria intimidando. “Aí o diretor me perguntou o que estava acontecendo e eu disse que não era tentativa de intimidação, mas um apelo para que eles parassem de mexer com minha filha”.

Ela relatou que o diretor prometeu pra que iria tomar providências, mas que não chegou a chamar ninguém na diretoria. “Ele foi à sala de aula apenas conversar, mas não resolveu e no dia seguinte, uma sexta-feira, não só meninas, mas os meninos também continuaram a zombar da minha filha”.

Na segunda a garota não quis ir para a escola. Na terça se recusou também, porém Nayara a convenceu a ir para a escola.  “Quando deu umas três horas da tarde o diretor me ligou avisando que ela estava com dor de cabeça, que não queria mais ficar na sala de aula e perguntou se eu poderia ir buscá-la. Como eu estou com bebê de colo, não poderia ir”.

Então, o diretor teria dito à mãe: “Olha, ela já é uma menina grande, está mocinha porque você não leva-la no salão pra dar um jeitinho no cabelo dela, fazer um penteado?”.

Nayara respondeu que não iria alisar o cabelo da sua filha, porque já havia feito isso “para agradar os outros” e o cabelo dela começou a cair. “Agora que a gente está lutando para o seu cabelo voltar a ser como era antes não vamos alisar, não”.

Diante disto, continuou Nayara, o diretor teria comentado: “Olha, eu andei conversando com a professora dela. Ela não tem muitas faltas, é uma boa aluna, tira boas notas.. Então ela não precisa vir mais não, viu. Sexta-feira é último dia de aula e começam as férias. Pode ficar com ela aí em casa e aí as aulas retornam dia 25 de junho. Pode ficar com ela aí pra evitar certas coisas porque eu estou vendo que ela está bem triste”.

“É uma vergonha que em dias de hoje, em pleno século 21, aconteça um tipo de preconceito às crianças como aconteceu com minha filha”, reclama a dona de casa. O diretor ainda me diz que a dispensou desses dias de aula ate as férias para que ela não "sofra" mais com essas colegas que tanto perturbam minha filha. Onde vamos parar se nossas escolas só invés de lutar contra o bullyng sugere que eu adapte minha pequena às aparências de outras crianças porque meia dúzia de colegas mal orientadas não tem capacidade de lidar com as diferenças? #indignacao essa é a palavra”, escreveu Nayara Oliveira em seu perfil.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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