Nacional

Congresso volta aos trabalhos prometendo mais protagonismo

Após quase um mês e meio de recesso, o Congresso volta ao trabalho nesta segunda-feira. Juntamente com os deputados federais e senadores, retornam as dúvidas sobre a viabilidade da aprovação de reformas macro e microeconômicas em 2020.

O maior motivo para essas suspeitas é a contínua relação distante (e, muitas vezes, conflituosa) entre o Legislativo e o Executivo.

Até agora, não há motivos para pensar que em 2020 será diferente. Ao contrário. Na última semana, por exemplo, a fritura do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), fez chegar ao Planalto que a demissão dele serviria como um obstáculo para o governo aprovar pautas no Senado – o presidente David Alcolumbre (DEM-AP) é aliado de Lorenzoni.

Não à toa, o Legislativo assumiu um protagonismo nesta legislatura que há tempos não se observava. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi considerado um dos principais responsáveis pela aprovação de pautas como a reforma da Previdência e o marco civil do saneamento (este ainda precisa da anuência dos senadores).

Em entrevista à EXAME, Maia disse que o Legislativo entendeu que pode propor e trabalhar pautas sem depender da anuência ou da participação do Executivo. Mas se o governo ajudar, melhor. “O Congresso tem compreendido seu papel na democracia e sua importância para o futuro do país”, diz Maia. “E isso não significa cumprir o papel do Executivo, mas recuperar as prerrogativas que o Parlamento cedeu a governos de coalizão.”

No plano macroeconômico, as reformas administrativa e tributária, além do Fundo de Manutenção de Educação Básica (Fundeb), devem ser aprovadas em 2020 nas contas de Maia. Porém, o mercado espera mais.

Diversas pautas microeconômicas são vistas como fundamentais para destravar a economia brasileira. Entre elas estão a Lei Geral das Concessões, novos marcos civis para os setores de gás e ferrovias, privatização da Eletrobras e uma atualização na lei das licitações.

A consultoria Eurasia estima que mais de uma dezena de projetos devem ser aprovados em 2020. Porém, o otimismo pode esbarrar em uma série de fatores.

Um deles, claro, são as caneladas do governo Bolsonaro. Além disso, as eleições municipais vão diminuir o foco do Congresso para as reformas no segundo semestre. E a economia precisa de uma ajuda para conseguir se recuperar.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Nacional

Comissão indeniza sete mulheres perseguidas pela ditadura

“As mulheres tiveram papel relevante na conquista democrática do país. Foram elas que constituíram os comitês femininos pela anistia, que
Nacional

Jovem do Distrito Federal representa o Brasil em reunião da ONU

Durante o encontro, os embaixadores vão trocar informações, experiências e visões sobre a situação do uso de drogas em seus