A companheira de Jucinei Ribeiro da Silva, de 42 anos, apresentou-se à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta quinta-feira (5) e confessou a autoria do assassinato ocorrido no último dia 1º de novembro, em Várzea Grande. Acompanhada por um advogado, a mulher afirmou ao delegado Bruno Abreu que desferiu os golpes de faca em legítima defesa, sob a justificativa de que estaria sendo agredida e esganada pela vítima durante uma discussão.
A identidade da autora confessa não foi divulgada pelas autoridades. Durante o depoimento, foi revelado um detalhe que chamou a atenção dos investigadores: segundo o delegado, havia uma medida protetiva de urgência expedida em favor da vítima dias antes do homicídio.
A descoberta do corpo A morte de Jucinei veio à tona após a Polícia Militar ser acionada por volta das 9h45 do dia do crime. O chamado partiu do irmão da vítima, que chegou à residência do casal e encontrou o homem caído no chão, já sem sinais vitais.
As equipes policiais que atenderam a ocorrência isolaram o local e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), cujos socorristas apenas atestaram o óbito. Relatos iniciais colhidos no local apontam que o relacionamento entre a vítima e a suspeita era recente e marcado por conflitos.
Investigação em andamento O delegado Bruno Abreu informou que, apesar da confissão e da alegação de legítima defesa, o caso continuará sendo apurado de forma minuciosa para confirmar a veracidade do depoimento da mulher.
A DHPP aguarda agora a emissão dos laudos periciais da cena do crime e do exame de necropsia, além de dar continuidade às oitivas de familiares e testemunhas que possam esclarecer o histórico de violência do casal e a exata dinâmica dos fatos que culminaram no homicídio. A Polícia Civil analisará a versão da suspeita em conjunto com as provas técnicas antes de finalizar o inquérito.

