São Paulo, 29 (AE) – Se você tem sentido uma tristeza profunda e um grande desânimo para realizar as tarefas cotidianas, fique atento, pois os sintomas são sinais de um quadro depressivo! A depressão vem se tornando uma doença cada vez mais comum, inclusive em crianças, e pode ser desencadeada por fatores externos e genéticos.
Em relação aos fatores externos, podemos citar uma separação, uma perda afetiva, excesso de estresse no trabalho, cobranças sociais, entre outros. Já o fator genético diz respeito à predisposição em desenvolver a doença. Se o indivíduo tem propensão ao transtorno e estiver passando por um momento desfavorável, a chance de desencadear a depressão é bem grande.
Os sintomas mais recorrentes são o humor deprimido, perda do prazer nas atividades diárias e, inclusive, naquelas que proporcionam bem-estar; isolamento social, apatia e a persistência de pensamentos negativistas ou pessimistas sobre a vida em geral.
Além disso, os problemas emocionais geram excesso da descarga de adrenalina causada por uma disfunção nos neurotransmissores, ocasionando uma psicossomatização. Ou seja, os efeitos psíquicos se refletem na parte fisiológica do organismo, causando enjoos, palpitações, tremores, tonturas, insônia e até dores estomacais sem diagnóstico de gastrite ou úlcera.
É comum que as pessoas não saibam que estão com depressão em virtude da falta de conhecimento do padrão funcional da patologia. Além disso, a depressão ainda é vista com bastante preconceito e os próprios pacientes demonstram resistência para aceitar e tratar o problema. A ignorância em achar que a depressão é típica de pessoas fracas e sem estrutura emocional afeta a aceitação e o processo terapêutico.
Quando ocorre a negação, é preciso conversar com o paciente e fazê-lo recorrer à memória para que ele se lembre de como era sua vida antes da depressão e convencê-lo de que vale a pena apostar no tratamento para melhoria da sua qualidade de vida.
Em casos mais graves, como uma depressão severa, o emocional pode levar o paciente ao suicídio. Daí a importância de procurar ajuda de um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou um psiquiatra, ao menor sinal de que algo não vai bem. Vale lembrar que o histórico do paciente é fundamental no diagnóstico e no tratamento da depressão, tanto em relação ao tipo de psicoterapia mais indicada quanto à farmacologia mais eficaz.
*Fábio Roesler, Psicólogo e Neuropsicólogo da Clínica de Cefaleia e Neurologia "Dr Edgard Raffaeli", com especialização em Neurofeedback pela INBIO (Instituto Nacional de Biofeedback) e coautor do livro "Personagens ou Pacientes?", da Editora ARTMED
Fonte: Estado Conteúdo



