Lançado em dezembro de 2011 pela então presidente Dilma Rousseff para combater o consumo de drogas em cidades com mais de 200 mil habitantes, o programa “Crack, é possível vencer” empacou.
Ônibus que deveriam ser utilizados para monitorar o tráfico por meio de câmeras e ajudar serviços de inteligência policial estão parados há anos em garagens de prefeituras ou começaram a ser empregados em outras ações, como o patrulhamento ostensivo para evitar assaltos. O Ministério da Justiça calcula que um a cada quatro veículos comprados não está em condições de uso conforme o planejado.
No lugar errado. Ônibus do programa, em Heliópolis, São Paulo: área tem grande incidência de roubos, sem histórico de uso de crack – Marcos Alves
Responsáveis por colocar os ônibus em funcionamento, as prefeituras argumentam que o pacote do governo federal não veio completo e reclamam da falta de câmeras, programas de computador para gravar as imagens, treinamento de profissionais para usar os novos equipamentos e até de ausência de documentação de trânsito. Orçado em R$ 1,9 milhão, cada veículo do programa deveria vir equipado com até sete câmeras — uma delas posicionada em um mastro de dez metros de altura —, além de gerador, impressora, frigobar e HD. As aquisições custaram R$ 279 milhões à União até 2015.
Fonte: O Globo

