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CMSE: Há melhora no cenário hidrológico do País, mas Região Sul está com condição restritiva

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontou nesta quarta-feira, 4, para a melhora no cenário hidrológico do País e, consequentemente, na geração de energia no momento. A exceção é a Região Sul, onde as condições seguem restritivas. A reunião mensal desse Comitê foi realizada nesta quarta-feira.

Para fevereiro, o volume de chuvas foi considerado positivo nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e em parte do Norte do País, com índices acima da média nas bacias dos rios Grande, Paranaíba e São Francisco. Em contrapartida, foi destacada a necessidade de continuar acompanhando a evolução do período chuvoso e das condições hidrológicas, especialmente no Sul.

Foi recomendada a minimização de geração hidráulica na região, visando preservar o armazenamento. Em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do Rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Sobre previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Há previsão, para o horizonte de duas semanas, de chuva acima da média na bacia do São Francisco, cabeceira da bacia do Paraná (Rio Grande e Paranaíba) e na bacia do Tocantins.

Para a segunda quinzena de março, há expectativa de chuvas de normal a acima do normal em Três Marias, no Rio Grande, Paranaíba e cabeceira do Tocantins. As chuvas seguirão abaixo da média nas bacias da Região Sul em todo o período de análise.

Nova ferramenta

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou hoje o lançamento de um novo painel de acompanhamento das condições de armazenamento do Sistema Interligado Nacional (SIN). Essa ferramenta permite a visualização da evolução da curva de armazenamento do SIN e o tempo em que o sistema permanece em cada uma das três faixas de referência utilizadas para avaliação preventiva do risco energético.

A divisão em três faixas (verde, amarela e vermelha) representa os diferentes níveis de criticidade. A permanência predominante na faixa verde está associada a condições mais favoráveis de operação.

Estadão Conteudo

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