O cinegrafista André Rezende, 35 anos, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (13), em Várzea Grande, pelo crime de estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos. O investigado se apresentou à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso (DEDMCI) acompanhado de um advogado, após ter a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara de Violência Doméstica do município.
As investigações apontam que o crime ocorreu no dia 4 de fevereiro, no bairro Nova Fronteira, nas proximidades da escola onde a vítima estuda. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito abordou a menor e ofereceu uma carona. Dentro do veículo, ele teria tocado as pernas da criança e a constrangido a tocar em suas partes íntimas. Após o ato, a menina foi deixada perto da unidade escolar e relatou o ocorrido à família.
Imagens de câmeras de segurança de residências da região foram fundamentais para a identificação do veículo e do condutor. Segundo a delegada Paula Gomes Araújo, o suspeito chegou a abordar outra criança da mesma idade no caminho da escola, mas ela recusou entrar no carro. A análise das imagens e o reconhecimento feito pela vítima sustentaram o pedido de prisão para resguardar a ordem pública e a integridade da menor.
Em depoimento, André Rezende apresentou contradições. Inicialmente, ele negou ter dado carona a qualquer criança, mas, confrontado com as provas, confessou ter transportado a menina de 10 anos, alegando que ela teria apenas “se assustado” e negando o abuso sexual. No entanto, a delegada afirmou que o depoimento da vítima a psicólogos confirmou o toque genital, configurando o estupro de vulnerável consumado.
O histórico do investigado revelou um registro anterior de boletim de ocorrência por ato obsceno, datado de 2012. Diante da gravidade dos fatos e da repercussão do caso, a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) informou, por meio de nota oficial, que determinou a imediata exoneração do servidor assim que tomou conhecimento das acusações e da investigação policial.
Após prestar esclarecimentos na delegacia, o cinegrafista foi encaminhado para audiência de custódia no Fórum de Cuiabá. A Polícia Civil tem agora um prazo de 10 dias para concluir o inquérito e remetê-lo ao Judiciário. O caso segue sob segredo de justiça para preservar a identidade da vítima, enquanto as autoridades verificam se houve outras tentativas de abordagem na região.


