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China e Amazônia: a agenda do presidente Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão começa a semana como o presidente em exercício. Jair Bolsonaro passou ontem por cirurgia para correção de uma hérnia no abdômen, em São Paulo. O procedimento durou cinco horas, mais que o previsto pela equipe médica, pelo fato de o intestino estar fortemente aderido à parede intestinal. Segundo a equipe médica, Bolsonaro deve ter alta em cinco dias e poderá viajar a Brasília entre sete e dez dias.

A expectativa é para saber qual será a postura de Mourão no cargo — a combativa de início de mandato ou a mais discreta dos últimos meses, depois de ter sido alvo de ataques de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, e de seu guru Olavo de Carvalho. Mourão disse à GloboNews que tentará manter a serenidade nos próximos quatro dias e que não há nada previsto para ser decidido.

Quando assumiu interinamente pela primeira vez, em janeiro, quando Bolsonaro foi ao Fórum de Davos, na Suíça, Mourão chamou a atenção por declarações que faziam contra-ponto ao presidente e, nas semanas seguintes, virou um alvo preferido de repórteres enquanto o presidente criticava duramente o papel da imprensa.

Nos próximos dias, dois temas sobre os quais Mourão deve ser cobrado a se posicionar são o meio-ambiente e as relações internacionais, duas fontes de constante distúrbio no governo. Nesta segunda-feira o presidente interino estará em São Paulo para a conferência anual do Conselho Empresarial Brasil China.

Em maio, Mourão foi à China para tentar estreitar os laços com políticos e empresários do país, um alvo constante de críticas de Bolsonaro, seguindo a cartilha do presidente americano, Donald Trump. O país tem especial interesse sobre o leilão da internet 5G, programado para este final de ano.

Sobre o meio-ambiente, Mourão tem defendido o respeito à legislação ambiental e a repressão a atividades ilegais na Amazônia. Em entrevista à Globo News exibida neste domingo, mas gravada antecipadamente, o general mostrou-se preocupado com o impacto negativo dos incêndios e do desmatamento na floresta sobre o agronegócio brasileiro. Questionado se conversa com o chefe, Mourão diz que costuma escutar que “tu pode (sic) entender de Exército, mas de política entendo eu”. O general fica no cargo até quinta-feira.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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