Preço médio da cesta básica voltou a recuar em Cuiabá pela quarta semana consecutiva, consolidando novembro como o mês de menor custo do conjunto de itens essenciais em 2025. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT), o valor médio fechou em R$ 777,12 na última semana do mês, contribuindo para que o preço mensal ficasse em R$ 783,93. O montante representa queda de 4,56% em relação a novembro de 2024, quando a cesta custava R$ 814,25.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, os dados de novembro sinalizam mudanças importantes no comportamento dos preços na capital mato-grossense. Ele destaca que a média inferior à do ano anterior pode ser reflexo da melhora na oferta, especialmente dos produtos hortifrutigranjeiros. “Esse movimento tende a favorecer o poder de compra das famílias, mesmo com a persistência de preços elevados em alguns itens essenciais”, afirmou.
A queda semanal de 0,66% foi influenciada principalmente pela expressiva redução no preço do tomate, que recuou 13,85% na última semana do mês, atingindo média de R$ 4,19 por quilo. O fruto também acumula baixa anual de 19,51%. De acordo com o IPF-MT, as condições climáticas da safra de verão — marcadas pela combinação de chuvas intensas e altas temperaturas — aceleraram a maturação e ampliaram a oferta do produto nos mercados.
Outro item que contribuiu para a redução geral foi o açúcar, cujo preço caiu para R$ 1,97/kg, redução de 2,57% na semana e de expressivos 47,73% no comparativo anual. A retração, segundo o instituto, é resultado de boas safras e de um estoque excedente elevado, o que, somado à demanda menor, pressiona os preços para baixo. Em sentido contrário, o arroz apresentou alta de 2,08% na semana, alcançando R$ 4,82/kg, embora ainda esteja 33,20% mais barato que há um ano.
Apesar do avanço pontual em alguns itens, Wenceslau Júnior reforça que o cenário geral é positivo para o consumidor. Para ele, a sequência de quedas da cesta básica de Cuiabá aponta para “uma tendência no custo de vida relacionada ao processo inflacionário, no qual os alimentos deixam de ser os principais responsáveis pelas altas de preços”. O movimento, avalia, deve seguir contribuindo para aliviar o orçamento doméstico nos próximos meses.



