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Caso Master: Ibaneis minimiza reunião com Vorcaro e diz estar ‘totalmente limpo’

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou nesta terça-feira, 3, que está “totalmente limpo” ao comentar sobre as investigações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Na avaliação dele, os pedidos de impeachment apresentados pela oposição fazem parte do trabalho “extremamente democrático”.

Conforme revelou o Estadão, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) ter tratado pessoalmente com Ibaneis sobre a venda da instituição ao banco estatal.

Ibaneis minimizou o fato de ter se reunido com Vorcaro. Segundo o governador, o banqueiro é uma figura conhecida no meio empresarial e mantém interlocução com agentes públicos. “A gente sabe que todos esses empresários têm relacionamentos com políticos”, afirmou à imprensa durante a inauguração do Na Hora Empresarial, em Brasília.

Para sustentar o argumento, citou um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o empresário. “Isso não é problema”, disse.

Pedidos de impeachment

PSB e Cidadania protocolaram em 23 de janeiro pedidos de impeachment contra o governador na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). No mesmo dia, o PSOL apresentou uma representação própria.

Paralelamente, cinco partidos – PT, Rede, PDT, PCdoB e PV – protocolaram em 26 de janeiro, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma notícia de fato pedindo a apuração de possíveis crimes comuns e atos de improbidade administrativa atribuídos ao governador no contexto do caso BRB-Master. As siglas defendem ainda o afastamento de Ibaneis do cargo para evitar interferências e garantir a lisura das apurações.

Além da iniciativa no STJ, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL) solicitou ao MPF a abertura de investigação contra o governador e o bloqueio de seus bens.

O caso do Banco Master tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli após a citação do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) aparecer em documentos apreendidos. O processo tramitava no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e chegou ao STF por solicitação da defesa de Daniel Vorcaro, que alegou a existência de autoridade com foro privilegiado.

Em nota divulgada na semana passada, Toffoli afirmou que o caso poderá retornar à primeira instância caso, ao fim das investigações, fique comprovado que não há autoridade com foro envolvida.

Estadão Conteudo

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