Com o início de fevereiro, a expectativa para o Carnaval de 2026 começa a ser desenhada em Mato Grosso, com projeção de movimentar cerca de R$ 259 milhões na economia estadual, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). O estudo, realizado entre os dias 19 e 23 de janeiro com 508 pessoas em 32 municípios, aponta que, mesmo com uma participação mais contida da população, o feriado segue relevante para setores como alimentação, transporte e lazer.
A pesquisa revela que a maioria dos mato-grossenses não pretende aproveitar o Carnaval: 70,87% afirmaram não ter planos para a data, enquanto 3,94% ainda não decidiram. Apenas 25,20% disseram que pretendem comemorar o feriado, sendo que a maior parte desse grupo, 11,81%, deve permanecer em casa. Outros entrevistados indicaram intenção de frequentar bares e restaurantes (3,54%) ou participar de eventos locais (2,76%).
De acordo com o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, o comportamento mais cauteloso do consumidor reflete o peso das despesas acumuladas no início do ano. “A baixa intenção de participação dos mato-grossenses no carnaval está diretamente relacionada aos gastos do fim de ano e às contas típicas do início do ano”, explicou. Ele também destacou que fatores culturais e religiosos influenciam a decisão de parte da população em não sair para comemorar.
Entre os que pretendem aproveitar o feriado, o turismo regional surge como alternativa. A pesquisa mostra que 4,13% dos entrevistados devem viajar para outros municípios dentro do próprio estado. Para Wenceslau Júnior, esse movimento favorece o fortalecimento da economia local, ao estimular o consumo em destinos turísticos mato-grossenses e incentivar os moradores a conhecerem as belezas do estado.
Em relação às formas de pagamento, o cartão de crédito aparece como principal meio escolhido por 49,22% dos consumidores que pretendem gastar no Carnaval, seguido pelo PIX, citado por 43,75%. Na comparação com o ano passado, 33,59% afirmaram que devem manter o mesmo nível de gastos, enquanto 21,09% disseram que pretendem gastar menos e 22,66% não tiveram despesas no período anterior.


