Agronegócio DESTAQUE 3

Brasil caminha para o melhor fevereiro da história na exportação de carne

​O Brasil está prestes a fechar o mês de fevereiro de 2026 com um número que entrará para os livros de história do agronegócio. Até a terceira semana do mês, o país já exportou 192,71 mil toneladas de carne bovina in natura. Se o ritmo atual de 14,82 mil toneladas diárias for mantido nos últimos cinco dias úteis, o país alcançará a marca de 266,83 mil toneladas, o maior volume já registrado para este mês na história.

Mato Grosso: O Motor da Exportação

Mato Grosso não apenas participa desse recorde; ele o lidera. O estado foi responsável por enviar 86,03 mil toneladas para o exterior, o que representa 44,6% de tudo o que o Brasil exportou no período. Essa carne chegou a 63 países, demonstrando uma capilaridade de mercado impressionante e uma dependência global da produção mato-grossense.

Valorização do Produto e Efeito no Faturamento

Não foi apenas o volume que subiu. O mercado internacional está disposto a pagar mais pela proteína brasileira. O preço médio da tonelada subiu 13,90% em relação ao ano passado, sendo negociado a US$ 5.313,35. Isso significa que, para cada tonelada enviada, o exportador está recebendo US$ 685,13 a mais do que recebia em fevereiro de 2025.

Impacto Direto no Bolso do Produtor

Essa sede do mercado externo por carne reflete imediatamente no mercado interno, especialmente dentro de Mato Grosso. Com as indústrias exportadoras “puxando” o volume, a oferta de animais para o mercado doméstico diminuiu, gerando uma valorização em toda a cadeia:

  • Boi Gordo: A arroba a prazo subiu 3,38% na semana, chegando à cotação de R$ 319,87.
  • Reposição: A bezerra de ano também valorizou, atingindo R$ 11,95 por quilo.
  • Indústria: As escalas de abate (o tempo que o frigorífico tem de gado já programado) recuaram para 9,66 dias, sinalizando que as indústrias estão tendo que se esforçar mais para garantir o fornecimento.

O que isso significa para o mercado?

A combinação de volume recorde com preços em ascensão coloca a pecuária mato-grossense em um patamar de alta rentabilidade, mas também de alerta para o consumidor interno, que pode sentir o reflexo dessa valorização nos balcões dos açougues. Mato Grosso carrega o PIB do setor nas costas e, ao que tudo indica, 2026 será o ano da consolidação definitiva como o maior player global de proteína bovina.

Lucas Bellinello

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