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Botelho barra saída de Michelly Alencar e exige lealdade ao União

​O tabuleiro eleitoral para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) vive um momento de tensão interna no União Brasil. O deputado estadual Eduardo Botelho manifestou-se de forma incisiva contra a liberação da vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar, que tenta há meses desvincular-se da sigla sem o risco de perder o mandato por infidelidade partidária.

O Valor do Passe Eleitoral

Para Botelho, a resistência em liberar a parlamentar não é pessoal, mas estratégica. O deputado argumenta que Michelly é uma candidata com “potencial muito grande” e que o partido já reservou uma vaga para que ela dispute o Legislativo Estadual em 2026.

​”Minha opinião é que não deve liberar. Ela ganhou com a estrutura do partido, estava trabalhando dentro do partido, nós colocamos vaga para ela”, sentenciou o parlamentar na última quarta-feira (25).

A Tese da “Cota” vs. Espaço Político

O embate ganha contornos de gênero e representatividade. Michelly Alencar tem sustentado que a atual composição do União — dominada por nomes como Sebastião Rezende, Dilmar Dal Bosco e Júlio Campos — relega as mulheres ao papel figurativo de “cota eleitoral”.

​Botelho rebate a crítica com pragmatismo eleitoral. Para ele, Michelly não é preenchimento de vaga, mas uma das favoritas à eleição. O deputado minimiza o desejo da vereadora de buscar uma sigla com menos concorrência interna, afirmando que a “parada vai ser dura em todo lugar”.

O Risco Jurídico e a Reunião com o PP

A situação de Michelly é complexa. Eleita em 2020 com 2,8 mil votos e reeleita em 2024 com um salto para 4,5 mil votos, a vereadora precisa de uma das duas condições para sair:

  • Anuência formal (que Botelho já sinalizou ser contrário);
  • Justa causa comprovada na Justiça Eleitoral.

​O próximo capítulo desta novela política está marcado para a semana que vem. O União Brasil deve realizar uma reunião ampliada com lideranças do próprio partido e do Progressistas (PP) para discutir a composição das chapas e, possivelmente, dar um veredito sobre o pedido de Michelly. Até lá, a vereadora segue “presa” a uma sigla onde se sente subestimada, mas que o comando partidário insiste em classificar como sua “casa de direito”.

Com Assessoria

Lucas Bellinello

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