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Bolsonaro sela chapa Wellington e Medeiros para 2026

​O tabuleiro eleitoral de Mato Grosso para 2026 teve suas peças principais travadas neste sábado (7). Em uma visita de alto valor simbólico ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o senador Wellington Fagundes (PL) obteve o que muitos pré-candidatos cobiçam: o endosso explícito de Jair Bolsonaro. Acompanhado por Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, Wellington selou o destino do PL no estado.

A Chapa do “Endosso Real”

Durante a conversa de duas horas — que ocorreu na ala conhecida como “Papudinha” — ficou definida a estrutura que o partido levará às urnas em outubro. O anúncio, feito via redes sociais logo após a saída do complexo, não deixou margem para dúvidas sobre a hierarquia das escolhas:

  • Governo de Mato Grosso: Wellington Fagundes.
  • Senado Federal: José Medeiros.
  • Presidência da República: Flávio Bolsonaro.

Estratégia de Unificação

O movimento de Wellington busca encerrar qualquer ruído interno no PL de Mato Grosso. Ao associar seu nome e o de José Medeiros à figura de Bolsonaro pai e à candidatura de Bolsonaro filho, o senador tenta criar uma “muralha ideológica” que force o eleitorado conservador a fechar com a chapa puro-sangue do partido.

​”Ele endossou a decisão do PL Nacional… agora é trabalhar, é acreditar e ter fé”, pontuou Wellington, sinalizando que a ordem de união partiu diretamente do ex-presidente.

O Fator José Medeiros

A confirmação de José Medeiros para o Senado é um ponto crucial. Medeiros, conhecido por sua oratória agressiva e defesa fiel do bolsonarismo na Câmara Federal, ganha agora a musculatura necessária para enfrentar a disputa contra outros nomes fortes, como Janaina Riva (MDB). A escolha indica que o PL prefere um perfil de “combate” para a vaga no Senado, complementando o perfil mais articulador e de trânsito político de Wellington Fagundes.

Impacto no Cenário Estadual

A chancela recebida na Papuda serve como uma resposta direta à aproximação entre o prefeito Abilio Brunini e o vice-governador Otaviano Pivetta. Wellington demonstra que, embora Abilio precise manter relações institucionais com o atual governo, o “DNA político” e o apoio da cúpula bolsonarista permanecem firmemente vinculados à sua pré-candidatura ao Governo.

​Com o cronograma de renúncias se aproximando (31 de março), o vídeo de Wellington gravado na porta da Papuda funciona como um marco zero para a campanha: a direita tradicional de Mato Grosso já tem seus escolhidos e o comando vem de Brasília.

Lucas Bellinello

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