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Bolsas da Ásia fecham em baixa, com tombos em Tóquio e Seul, em meio à disparada do petróleo

A Bolsa de Tóquio recuou mais de 5% nesta segunda-feira, 9, e outros mercados asiáticos também amargaram fortes perdas, depois que o preço do petróleo saltou para quase US$ 120 o barril, em meio à guerra no Oriente Médio, lançando uma sombra sobre as economias da região, fortemente dependentes da importação de petróleo bruto e gás.

A nova disparada do petróleo ocorreu depois que alguns grandes produtores do Golfo cortaram a produção da commodity, em meio ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, por onde trafega cerca de um quinto do petróleo mundial.

Enquanto isso, os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e outros países do Oriente Médio não deram trégua no fim de semana.

O índice japonês Nikkei fechou em baixa de 5,2% em Tóquio, a 52.728,72 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi sofreu tombo ainda maior em Seul, de 5,96%, a 5.251,87 pontos, o Taiex registrou queda de 4,43% em Taiwan, a 32.110,42 pontos, e o Hang Seng caiu 1,35% em Hong Kong, a 25.408,46 pontos.

Na China continental, as perdas foram mais moderadas após dados de inflação acima do esperado aliviarem preocupações deflacionárias: o índice Xangai Composto recuou 0,67%, a 4.096,60 pontos, e o Shenzhen Composto, de menor abrangência, teve declínio similar, de 0,67%, a 2.680,54 pontos.

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) chinês acelerou para 1,3% em fevereiro, ante 0,2% em janeiro, superando a previsão de alta de 0,9%, graças ao impulso do feriado do Ano-Novo Lunar.

Na Oceania, a bolsa australiana também sentiu os efeitos da guerra, e o S&P/ASX 200 caiu 2,85% em Sydney, a 8.599,00 pontos.

Estadão Conteudo

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