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BNDES financia R$ 280 mi para WEG construir maior fábrica nacional de baterias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 280 milhões, via programa Mais Inovação, para a WEG reformar uma planta e erguer, em Itajaí, Santa Catarina, a maior fábrica nacional de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS).

A nova unidade, destinada a regularizar e armazenar a produção de fontes solar e eólica, é o primeiro projeto contratado no âmbito da Chamada Pública para Seleção de Planos de Negócio para Investimentos na Transformação de Minerais Estratégicos para Transição Energética e Descarbonização – Ação Conjunta de Fomento BNDES-Finep.

“Este projeto tem importância estratégica para o Brasil. É mais um passo importante na agenda de descarbonização, ao contribuir para reforçar a segurança energética, ampliar a resiliência da rede elétrica e a expansão das fontes renováveis. Sob orientação do presidente Lula, o Brasil está construindo um novo ciclo de desenvolvimento, com inovação e sustentabilidade”, afirmou em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Com conclusão prevista para o segundo semestre de 2027, a planta criará 90 empregos diretos e ampliará a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS em 2 GWh ao ano, o equivalente a 400 sistemas de 5 MWh. A linha adotará a arquitetura cell-to-pack, já empregada por líderes globais, e contará com alto grau de automação, robôs móveis autônomos e laboratório de testes para acelerar o desenvolvimento de soluções sob medida e ampliar o domínio tecnológico brasileiro.

Para o presidente da WEG, Alberto Kuba, o investimento posiciona a companhia e o País “de forma mais competitiva no cenário global”, ao atender tanto grandes usinas quanto clientes comerciais e industriais com produtos de maior conteúdo local.

Fundada em 1961, a WEG possui operações industriais em 18 países, emprega 49 mil pessoas e faturou R$ 38 bilhões em 2024, 57% no exterior. A nova fábrica consolida a estratégia de inserir a indústria brasileira na cadeia global da transição energética e reforçar a autonomia nacional em um mercado em rápida expansão.

Segundo o banco, a nova fábrica terá também grande grau de automação. Haverá linhas de montagem automáticas e semiautomáticas integradas na montagem final dos sistemas. As movimentações internas frequentes serão realizadas por robôs móveis autônomos (AMR em inglês).

Será criada ainda uma estrutura de apoio, com um laboratório de testes e desenvolvimento, uma subestação de energia, e ampliação da planta.

Estadão Conteudo

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