Internacional

Banco do Brics criará base de sustentação financeira para bloco, diz Gerdau

 
Mais de 700 empresários dos cinco países estão em Fortaleza para debater temas ligados ao comércio e aos investimentos entre os membros do grupo. Eles também terão encontros com os ministros de Finanças e de Comércio e presidentes de bancos centrais e de desenvolvimento de seus países.
 
Sobre a possibilidade de o banco do Brics vir a se contrapor ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial nas questões de interesse do bloco, Gerdau evitou polemizar sobre o assunto, mas destacou que, no sistema financeiro, a soma capitais consegue conjugar recursos. “É importante para projetos maiores, inclusive de infraestrutura, ter retaguarda financeira. Quanto maiores as possibilidades e as perspectivas financeiras, maior a flexibilidade de solucionar projetos”, destacou o empresário brasileiro.
 
Perguntado por jornalistas se o fortalecimento do Brics não era uma forma de enfrentar o excesso de poder dos Estados Unidos, inclusive no FMI, Gerdau pôs panos quentes e disse acreditar que, no caso do Brasil, quanto maior a diversidade de relações, melhor para o país. “Alguns países do Brics veem nisso uma forma de se contrapor aos Estados Unidos, mas eu diria que, para o Brasil, com sua diversidade, quanto mais portas abertas, melhor.”
 
Segundo o empresário, para um país com as dimensões do Brasil, é importante ter uma política e uma mentalidade de abertura ampla. “Quanto mais oportunidades se criam, justamente para os países do Brics, que potencialmente são países com condições e espaço de crescimento, essa relação é extremamente importante.“
 
Para Gerdau, um possível problema político para o Brics é o risco de perder relevância, já que outros blocos têm surgido com mais rapidez, como o Mist (México, Indonésia, Coreia do Sul e Turquia). O empresário diz que são iniciativas relevantes e ressalta que esse  é um bom motivo para que os membros do Brics se reúnam e identifiquem suas limitações e problemas, a fim de enfrentá-los e combatê-los.
 
“Existem muitas coisas semelhantes nesse mercado global. Debater porque os nossos países têm  dificuldades maiores, ou não, são assuntos interessantes para serem discutidos”, acrescentou.
 
Na eventualidade de a declaração final do encontro não conter temas como democracia e liberdade de expressão, Gerdau destacou que estes já são princípios incorporados na filosofia de vida e de trabalho dos brasileiros, que estão, inclusive, na Constituição.
 
“São valores, e valores a gente tem que perpetuar. Não devemos abrir mão de nossas posições. Cada um que decida dentro da sua visão. A nossa é que devemos estar sempre firmes nesta linha”, concluiu Gerdau.
 
Agência Brasil

Redação

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