O rapper Bad Bunny fez história na madrugada de segunda-feira, 2, ao vencer o Grammy de álbum do ano por Debí Tirar Más Fotos. É a primeira vez que um disco totalmente em espanhol vence a principal categoria. O cantor fez grande parte do discurso em sua língua materna.
Em seu álbum, o artista porto-riquenho celebra a cultura de seu povo e faz um poderoso protesto contra o neocolonialismo e a exploração do território de Porto Rico. O músico superou nomes como Kendrick Lamar, Lady Gaga, Justin Bieber e Sabrina Carpenter.
O rapper latino também conquistou outras duas estatuetas: melhor álbum de música urbana e melhor performance de música global. Em seu discurso, o músico se posicionou contra a Agência de Imigração e Alfândega (ICE), responsável pela deportação de imigrantes dos EUA. “Antes de mais nada, fora ICE. Não somos selvagens, não somos animais, nós somos serem humanos, somos americanos”, disse, sendo aplaudido pelos presentes.
O evento contou com uma pré-cerimônia que consagrou os brasileiros Caetano Veloso e Maria Bethânia na categoria de melhor álbum de música global por Caetano e Bethânia ao Vivo. Billie Eilish venceu em melhor música do ano, por Wildflower.
O prêmio de gravação do ano foi apresentado de surpresa por Cher, que entregou o gramofone para Luther, de Kendrick Lamar e SZA. O rapper conquistou cinco estatuetas na cerimônia e se tornou o artista de rap que mais venceu prêmios Grammy na história, acumulando 27 vitórias e 66 indicações.


