Uma auditoria do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) vai avaliar as políticas públicas de prevenção ao sofrimento psíquico e ao risco de suicídio entre os profissionais da Segurança Pública do Estado. A fiscalização foi determinada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, e busca identificar falhas na assistência à saúde mental dos servidores.
O procedimento foi divulgado no Diário Oficial de Contas desta quarta-feira (21) e será relatado pelo conselheiro Waldir Teis, presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública (Copesp). O trabalho será conduzido pelo Núcleo de Políticas Públicas (NPP), que investigará as causas e os efeitos das fragilidades na prevenção e na identificação precoce de problemas psicológicos.
Segundo Sérgio Ricardo, os profissionais da Segurança Pública enfrentam situações de alto estresse, pressão e risco durante o exercício das funções, o que exige políticas públicas específicas de acolhimento e prevenção. Para ele, cuidar da saúde mental desses servidores é fundamental tanto para o bem-estar dos trabalhadores quanto para a qualidade dos serviços oferecidos à população.
“Proteger quem nos protege também é uma responsabilidade do Poder Público”, afirmou o presidente do TCE-MT, ao defender que o Estado ofereça condições para que os servidores exerçam suas atividades sem comprometer a própria saúde. Ele também destacou a necessidade de medidas que permitam reconhecer precocemente sinais de sofrimento psíquico e prevenir situações mais graves.
A auditoria operacional avaliará se as ações, os programas e os serviços públicos são executados de maneira econômica, eficiente e efetiva. O trabalho poderá resultar em análises e recomendações para corrigir falhas, aperfeiçoar a gestão pública e fortalecer as políticas de saúde mental destinadas aos profissionais da Segurança Pública.



