Os Estados Unidos promoveram um intenso ataque a Caracas, capital da Venezuela, e outras regiões do país na madrugada deste sábado, 3. O governo venezuelano confirmou os ataques e disse que o país foi alvo de uma “agressão militar”. Líderes mundiais reagiram à ação bélica americana. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em rede social um ataque em larga escala das forças americanas ao país e afirmou que o presidente Nicolás Maduro foi capturado.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, disse neste sábado que desconhece o paradeiro de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores – ela também teria sido capturada. Trump confirmou que Maduro e a esposa foram capturados e levados para fora do país. Além de Caracas, os ataques atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
O que se sabe até agora é que as explosões começaram por volta das 2 horas, pelo horário local (3 horas em Brasília).
Ainda não há informações sobre mortos e feridos. Os relatos apontam grandes danos nas áreas atingidas.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou “profunda preocupação” com os relatos sobre explosões na Venezuela e afirmou que rechaça “qualquer ação militar unilateral” que possa agravar a tensão na região ou “colocar em risco a população civil”.
O presidente chileno, Gabriel Boric, condenou as ações militares americanas e fez um apelo para “uma saída pacífica à grave crise” que afeta o país sul-americano.
Disse ainda que reafirma sua adesão “aos princípios básicos do Direito Internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos Estados”.
A Rússia condenou o ataque e também se ofereceu para ajudar a buscar uma solução pacífica. “Nas circunstâncias atuais, é particularmente importante evitar qualquer nova escalada e concentrar-se na busca de uma solução por meio do diálogo. Acreditamos que todas as partes com queixas existentes devem buscar soluções para seus problemas por meio do diálogo. Estamos prontos para ajudar nesses esforços”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo.
O Irã, aliado da Venezuela, condenou o suposto ataque militar dos EUA à Venezuela “como uma violação flagrante de sua soberania nacional e integridade territorial”. O Ministério das Relações Exteriores iraniano pediu ao Conselho de Segurança da ONU que “aja imediatamente para interromper a agressão ilegal” e responsabilize os culpados.
Já o presidente argentino, Javier Milei, aliado de Trump, celebrou o anúncio da captura de Maduro, como “um avanço da liberdade”.


