Política

Associações de bairro pedem cassação de vereador em Cuiabá

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá acatou mais dois pedidos de cassação do vereador Marcrean dos Santos (PRTB), acusado de ter agredido com socos o presidente da associação de moradores do bairro Jardim Renascer, em Cuiabá, José Carlos da Silva. Os documentos contra o parlamentar foram protocolados na tarde desta quarta-feira (19) pelas Associações dos bairros Jd. Renascer e Pedra 90, 2° etapa.

Ambos pedem a abertura de um processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar e cassação do mandato. Os pedidos foram acatados pela Mesa Diretora da Casa de Leis na manhã desta quinta-feira (20) durante sessão ordinária.

Os documentos seguem agora para análise da Assessoria Jurídica do Parlamento, a qual deve emitir um parecer dentro de um prazo de 15 dias úteis.

Os pareceres emitidos pela Procuradoria podem ser pelo arquivamento do pedido, bem como pode sugerir que o mesmo seja encaminhado apara averiguação da Comissão de Ética. Além disso, também pode concordar com o pedido de cassação do parlamentar. 

Se isso ocorrer, será instaurado uma Comissão Processante para conduzir o processo. Esta será formada por meio de sorteio. Vale ressaltar que, qualquer que seja o encaminhamento indicado pela Procuradoria, o parecer deve ser apreciado e votado em plenário.

Já tramita na Casa de Leis um requerimento da mesma natureza, qual foi protocolado pelo presidente da Associação de Moradores do Bairro Renascer, José Carlos da Silva. O líder comunitário acusa o parlamentar de tê-lo agredido com socos no último sábado (15), nas proximidades do Córrego do Barbado, no bairro Pedregal.

Outro lado

Marcrean foi novamente procurado pela reportagem do Circuito Mato Grosso, porém todas as ligações foram encaminhadas para a caixa de mensagens do parlamentar. Segundo a assessoria da Casa de Leis, o vereador nega as acusações e garante que não houve agressão. Ele afirma que estava no local para averiguar uma denúncia de crime ambiental que havia recebido.

Entenda o caso

O presidente de bairro relatou que a confusão que culminou na agressão física começou quando servidores da Prefeitura, que estavam realizando a limpeza do bairro, jogavam aterro em uma margem do Córrego do Barbado, localizado na divisa dos bairros Jd. Renascer e Pedregal. 

Após ter conhecimento do ocorrido, o vereador e seu assessor, Elton Araújo, apareceram no local e começaram a tirar fotos. Foi quando José Carlos foi ao encontro dos dois, questionar o motivo de estarem ali.

“Lá tem uma erosão entre o Renascer e o Pedregal. Autorizei a Prefeitura jogar o aterro no local. Ele [Marcrean], tentando me incriminar por crime ambiental, foi até o local tirar as fotos. Eu, tranquilamente fui até lá e perguntei o porquê ele estava fazendo isso e expliquei o que tinha acontecido”, relatou José Carlos.

As agressões teriam começado quando o presidente questionou sobre um terreno de propriedade do vereador. 

"Ele construiu parte do muro dele sobre o terreno de outro vizinho, o seu Jair. Então eu disse que seria melhor ele resolver isso do que ficar discutindo. Foi quando ele partiu pra cima de mim e me deu um soco no olho esquerdo. Daí o Elton me empurrou e começou a me agredir e quando ele estava me agredindo o vereador veio e me deu outro soco que pegou na minha orelha”, afirmou.

Após as agressões, o vereador teria saído às pressas em seu veículo, deixando no local apenas o seu assessor. Além do boletim de ocorrência e o pedido de cassação, José Carlos fez exame de corpo delito de afirmou ter procurado o Ministério Público.

“Pedimos que os vereadores deem foco a esta situação, queremos justiça para que não aconteça novamente”, concluiu José Carlos.

Com assessoria

Presidente de bairro agredido pede cassação de vereador

 

Redação

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