Jurídico

Assaltantes de banco são condenados a até 21 anos de prisão mais multa de R$ 490 mil

A juíza Ana Cristina Mendes, da Vara Especializada Contra o Crime Organizado, a Ordem Tributária e Econômica e a Administração Pública, condenou seis integrantes de uma quadrilha que praticou pelo menos três assaltos a bancos em Cuiabá (MT) em 2016 a penas de 08 a 21 anos anos de reclusão, e mais indenização de meio milhão de reais ao Banco do Brasil. Os roubos teriam resultado em prejuízos de até R$ 2 milhões.

Foram condenados Everton Pereira de Oliveira, a 20 anos de reclusão; Jorge Marcelo Souza Nazário, a 20 anos e 02 meses; Uesdra de Souza a 19 anos e 08 meses; Jairo Garcia Boa Sorte, a 08 anos e 08 meses; Antônio Fernandes dos Santos; a 19 anos e 08 meses; e Josimar Gomes Amado, a 21 anos e 10 meses de prisão, todos em regime fechado. Todos também foram condenados a dividir a multa que totaliza R$ 490 mil.

Na decisão, com data do dia 18 de março e publicada no Diário de Justiça desta terça-feira (09), a juíza permique que Uesdra de Souza e Jairo Garcia Boa Sorte, tendo em vista que responderam o processo soltos, conce a eles o direito de recorrerem em liberdade.

Quanto aos demais, uma vez que permaneceram presos durante a instrução criminal, a juíza nega o direito de recorrer em liberdade.

Operação Lepus

A prisão dos condenados ocorreu em abril de 2017 durante as duas fases da Operação Lepus, que teve por objetivo o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva contra autores de roubos à banco na Capital.

As investigações apontaram os suspeitos Jorge Marcelo Souza Nazário, Antônio Fernandes dos Santos, Everton Pereira Oliveira e Josimar Gomes Amado como integrantes da organização criminosa responsável pelo cometimento de pelo menos três crimes de roubo a banco, em 2016, em Cuiabá, causando prejuízo superior a R$ 2 milhões aos estabelecimentos bancários.

Na lista dos crimes imputados à organização criminosa, encontra-se o roubo ao Banco do Brasil do bairro Jardim Industriário, ocorrido no dia 1º de Abril de 2016, ocasião em que os suspeitos permaneceram por várias horas no interior do estabelecimento bancário, mediante restrição da liberdade dos funcionários do banco.

Como meio de entrar no estabelecimento armados, os suspeitos se disfarçaram de policiais, utilizando inclusive fardamento militar, segundo a Polícia Judiciária Civil.

O nome da operação “Lepus” significa “Lebre” e faz referência ao apelido do líder da organização criminosa, Everton Pereira Oliveira, e seus constantes esforços para esconder sua real identidade. Ao utilizar nomes falsos e outros artifícios ilegais ele mobilizou um esforço policial maior no sentido de sua completa identificação e qualificação no inquérito policial.

Tanto que durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva do líder Everton, o Lebre, chegou a apresentar Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa em nome de Emerson Fernandes de Souza, o que justificou ainda sua prisão em flagrante pelo crime de uso de documento falso.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 7ª Vara Especializada contra o Crime Organizado de Cuiabá, após representação da Polícia Civil.

Mais presos

Outros dois membros da mesma organização criminosa, identificados como Jairo Garcia Boa Sorte e Uesdra de Souza, já haviam sido presos na primeira fase da operação.

Redação

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