Com 54 anos e um currículo extenso de mais de 40 anos dedicados a profissão, dona Maria Aparecida carrega os sinais do tempo e da evolução (que nem sempre foi ‘fácil’) de sua vida como doméstica. São traços rudes e às vezes maltratados pelos constantes e ininterruptos trabalhos. Do interior de Goiás, ela ingressou no trabalho logo cedo, antes mesmo dos 14 anos, para ajudar em casa. “A vida naquele tempo era muito difícil e não tínhamos direito a nada. Precisava trabalhar para poder pagar o arroz com feijão. Às vezes nem isso tínhamos no prato”, conta.
Trabalhando, conheceu seu marido e se casou cedo, deixando a casa dos pais. Mas infelizmente o trabalhador rural Itamar Pereira faleceu e as dificuldades, que já eram muitas, triplicaram, já que ficou com três crianças para cuidar. Aparecida se viu obrigada a deixar a zona rural e foi para Goiânia, à procura de trabalho. Logo cedo conseguiu ingressar como doméstica na casa de alguns conhecidos. “Eu pegava três ônibus para chegar ao trabalho e deixava os filhos menores com uma prima; os outros estudavam”, relembra.
Após 10 anos trabalhando para o mesmo patrão, foi despedida após sofrer um acidente ao transportar uma sacola de alimentos do mercado. “Na hora em que mais precisei fui abandonada. Precisei ficar internada e sem trabalhar e as contas só acumularam. Não tive direito a nada, e pior: fui ‘mandada embora’. Acredito que três dias depois já haviam colocado outra pessoa no meu lugar”, conta com pesar a doméstica.
Assim como Aparecida, muitas empregadas domésticas, babás e outros profissionais da área também sofreram com a falta de legislação e direitos trabalhistas. “Esse era um emprego que os patrões e a sociedade vilipendiavam. Os trabalhadores dessa categoria eram ‘menos dignos’ que outros servidores segundo as leis”, disse o procurador Leomar Daroncho, do Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso.
O procurador explicou que antes da PEC das Domésticas, como ficou conhecida a Proposta de Emenda à Constituição que concedeu direitos trabalhistas básicos aos empregados, a categoria era o elo mais fraco na relação entre patrão e funcionário. “Lá no interior das casas é o ‘paraíso dos covardes’, onde vários crimes trabalhistas são cometidos. Pois dentro dos lares é complicado se fazer a identificação desses abusos e crimes contra a dignidade humana”, disse.
A segunda partida do Arsenal pelo Campeonato Mato-Grossense de Futebol Americano será contra o Rondonópolis Hawks, na cidade do adversário. O jogo ocorre no sábado (16/05), às 18h, no Estádio Luthero Lopes. Entre os atrativos do evento então a narração explicativa, playground infantil com monitores e área de alimentação. O ingresso custa R$ 5.
Até lá, a equipe cuiabana corre contra o tempo para trabalhar melhor os novos jogadores e reforçar os fundamentos. De acordo com o técnico, Kenneth Joshen, a última partida, contra o Tubarões do Cerrado, deixou alguns atletas lesionados. “Ainda é cedo para saber se eles vão jogar ou não, são os exames que vão dizer qual a situação de cada um. O certo é que todos os jogadores estão com muita vontade de atuar nesta partida”, afirma.
O treinador explica que, nesta semana, os treinos serão mais teóricos do que práticos, isso porque os atletas ainda se recuperam do Desafio Centro-Oeste. “Nosso foco é claro: precisamos diminuir os erros. Para isso, será preciso muita dedicação e disciplina”, afirma.
Até agora, está na liderança da tabela o Sinop Coyotes (2 jogos e 2 vitórias), Cuiabá Arsenal (1 jogo e 1 vitória), Rondonópolis Hawks (1 jogo e 0 vitória), Sorriso Hornets (1 jogo e 0 vitória) e Tangará Taurus (1 jogo e 0 vitória).
A terceira e última rodada da primeira fase será no dia 23 de maio entre Sorriso e Tangará da Serra. A melhor equipe da Chave Sul enfrenta a melhor equipe da Chave Norte no dia 30 de maio.
(Assessoria)



