Separatistas do sul do Iêmen afirmaram que aviões sauditas realizaram novos ataques aéreos, neste sábado, 3, contra um campo militar na cidade portuária de Mukalla e em outras áreas onde suas forças estão estacionadas, enquanto tropas apoiadas por Riad avançavam para retomar a cidade.
Não houve comentário imediato da Arábia Saudita. Nas últimas semanas, o reino bombardeou o Conselho de Transição do Sul (STC) e interceptou um suposto carregamento de armas dos Emirados Árabes Unidos destinado ao grupo separatista.
Segundo o canal AIC, ligado ao STC, as bombas atingiram o campo da Brigada Barshid, a oeste de Mukalla, em Hadramaut – uma das duas províncias ocupadas pelo STC no mês passado.
O Iêmen vive uma guerra civil há mais de uma década. Rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, controlam boa parte do norte, enquanto uma coalizão liderada pela Arábia Saudita sustenta o governo internacionalmente reconhecido no sul. Membro dessa coalizão, os Emirados Árabes Unidos também apoiam os separatistas, que defendem a restauração de um Estado independente no sul.
Os ataques sauditas ocorreram um dia depois de o STC anunciar uma constituição para um futuro país sul-iemenita. Em dezembro, o grupo avançou sobre Hadramaut e Mahra, assumindo uma região rica em petróleo e expulsando aliados das forças Escudo Nacional, apoiadas pelos sauditas.
Sob pressão de Riad e após ultimato das forças anti-Houthi, os Emirados Árabes anunciaram hoje a retirada de todas as suas tropas do Iêmen.
As tensões agravam as relações entre sauditas e emiratis, rivais em questões econômicas e estratégicas no Golfo e no Mar Vermelho, embora oficialmente compartilhem o objetivo de restaurar o governo iemenita.
Um dirigente do STC afirmou que mais de 100 ataques sauditas atingiram Hadramaut em 24 horas, causando mortos e feridos. Residentes relataram que Mukalla está agora sob controle da Confederação das Tribos de Hadramaut e das forças Escudo Nacional.
O coronel Ahmed Baqatyan, comandante tribal, justificou o ataque ao campo Barshid dizendo que ele fica na rota para Áden e poderia servir de base para um contra-ataque separatista.
O Ministério dos Transportes, ligado ao STC, acusou Riad de bombardear o aeroporto de Seiyun, danificando a infraestrutura e prejudicando voos.
Mais cedo, a chancelaria saudita anunciou plano de reunir, em Riad, todas as facções do sul para discutir uma solução “justa” para a causa separatista a pedido de Rashad al-Alimi, chefe do Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen.
Nesta sexta, 2, confrontos entre forças Escudo Nacional e aliados separatistas deixaram pelo menos oito mortos.
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