Política

Aprosoja classifica como “grave” repasse de recursos do Fethab ao Judiciário

Foto: Airton Marques

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) emitiu nota de esclarecimento considerando como “grave” o repasse dos recursos que deveriam ser destinados ao Fundo de Transporte de Habitação (Fethab) ao Judiciário. No total, o governador Pedro Taques (PDT) determinou que 6,2 milhões fossem remanejados por “reversão por economia orçamentária”, retirando recursos de um órgão e repassando a outro, sem que haja excesso de arrecadação.

Publicado no Diário Oficial, o decreto orçamentário, determinou que a Procuradoria Geral da Justiça recebesse um total de R$ 1.561.031,83. Já o Tribunal de Justiça de Mato Grosso receberá um repasse de R$ 4.683.095,50.

Inicialmente, o montante alocado na Secretaria de Estado de Pavimentação Urbana (Setpu) seria destinado à construção de pontes definitivas de concreto e pavimentação e recuperação de vias urbanas, na região Sul do Estado. Agora, os valores serão destinados à remuneração de pessoal ativo do Estado e a encargos sociais.

Em 2014, a Aprosoja entrou na justiça com uma ação visando garantir que os recursos do Fethab fossem realmente aplicados em investimentos em transporte e habitação popular. A ação ainda está em trâmite, o que ocasionou o bloqueio dos repasses do fundo aos municípios do estado.

Além disso, outra reivindicação da ação é a devida instalação do Conselho Gestor do fundo, instância responsável por gerir os recursos de forma transparente. Embora tenha sinalizado com a intenção de recompor o Conselho, o Governo do Estado ainda não concretizou de fato a ideia.

O governo chegou a criar uma comissão com a meta de estabelecer um estudo técnico e detalhado para a definição de um novo método de distribuição do Fethab.

Obrigação Constitucional

Em justificativa, o Governo do Estado afirma que o repasse deve-se a sua obrigação constitucional, já que a fonte original de onde os recursos sairiam não será executada por necessidade de contingenciamento e bloqueio, tornando necessária a procura de outra fonte.

Por sua vez, a Aprosoja entende que dificuldades de caixa e restrições orçamentárias são fatos compreensíveis por parte da sociedade, mas que “eventuais necessidades urgentes de repasse pelo Governo do Estado deveriam ser definidas no Conselho Gestor do Fethab, e não poderiam ter sido feitas de forma impositiva como ocorreu”.

Leia na integra a nota emitida pela Aprosoja:

"Nota à Sociedade

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) considera grave o repasse de R$ 6,2 milhões realizado pelo Governo do Estado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Os recursos eram destinados ao Fundo de Transporte e Habitação (Fethab).

Em 2014, a Aprosoja entrou na justiça com uma ação visando garantir que os recursos do Fethab fossem realmente aplicados em investimentos em transporte e habitação popular. A ação ainda está em trâmite.

Outra reivindicação da ação é a devida instalação do Conselho Gestor do fundo, instância responsável por gerir os recursos de forma transparente. Embora tenha sinalizado com a intenção de recompor o Conselho, o Governo do Estado ainda não concretizou de fato a ideia.

Dificuldades de caixa e restrições orçamentárias são fatos compreensíveis por parte da sociedade. Eventuais necessidades urgentes de repasse pelo Governo do Estado deveriam ser definidas no Conselho Gestor do Fethab, e não poderiam ter sido feitas de forma impositiva como ocorreu."

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Política

Lista de 164 entidades impedidas de assinar convênios com o governo

Incluídas no Cadastro de Entidades Privadas sem Fins Lucrativos Impedidas (Cepim), elas estão proibidas de assinar novos convênios ou termos
Política

PSDB gasta R$ 250 mil em sistema para votação

O esquema –com dados criptografados, senhas de segurança e núcleos de apoio técnico com 12 agentes espalhados pelas quatro regiões