A Polícia Civil afirmou que o motorista de 22 anos suspeito de matar a mãe e o padastro confessou também ter estuprado sete garotas na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo. Os crimes teriam acontecido na madrugada de sexta-feira (31) para sábado (1º), logo depois dos assassinatos.
Em depoimento, o jovem contou que esfaqueou o padrasto, o sargento reformado da PM Jailson da Silva, de 55 anos, e depois, acidentalmente, também atingiu a mãe, Silvana da Silva, de 46, na casa em que viviam, na Rua Álvaro Borges dos Reis. Ainda no relato, ele disse que teria usado cocaína e não se lembrava do motivo que o levou a atacar o padrasto.
Logo depois do crime, o motorista pegou o carro e a pistola registrada no nome do padrasto e saiu. Na rua, encontrou duas meninas, de 12 e de 16 anos, e as levou para casa. Ele disse que não ameaçou as garotas em nenhum momento, mas que elas podem ter se sentido coagidas pelo fato dele estar entorpecido e armado.
Conforme o boletim de ocorrência registrado no 49º Distrito Policial, de São Mateus, ao chegarem na residência, as adolescentes foram estupradas. Uma delas afirmou à polícia que chegou a ver um corpo caído na casa.
Após a violência sexual, as meninas ainda foram obrigadas a retornar ao carro e ajudar o homem a atrair novas vítimas na rua. Ao todo, ele é acusado de ter estuprado sete meninas. Seis delas compareceram à delegacia e já prestaram depoimento. Uma das jovens ainda não havia sido identificada até a tarde deste domingo (2).
O motorista teria uma noiva, com quem se relaciona há cinco anos. Ela também foi interrogada e disse que estava com o suspeito até as 21h da sexta. De acordo com a parceira, o jovem era muito carinhoso com os pais, a ponto de chamar o padrasto de “pai”.
G1


