Cidades

Após decisão da Justiça, motoristas suspendem greve em Cuiabá

Foto: Ednei Rosa

Após decisão liminar do o Tribunal Regional do Trabalho, através da desembargadora Maria Beatriz Teodoro Gomes, o Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresa de Transporte Terrestres de Cuiabá e Região (STETTCR) suspendeu a greve dos ônibus que estava marcada para acontecer nesta terça-feira (26).

Em comunicado oficial, o presidente do sindicato, Ledevino da Conceição, afirmou que a suspenção da paralisação será mantida até a realização de uma reunião entre representante patronal e laboral, com o intuito de conciliar esse conflito instalado, evitar a citada greve e poupar a população de maiores transtornos. A reunião de urgência foi marcada para próxima segunda-feira (1º de junho), às 9h. Hoje (26) acontecerá uma reunião informal entre os advogados dos sindicatos e das empresas para iniciar um diálogo entre os envolvidos nas negociações.

Decisão

No fim da tarde desta segunda-feira (25), a desembargadora Maria Beatriz Teodoro Gomes, deferiu o pedido da Associação Mato-grossense de Transportes Urbanos (AMTU), e exigiu o funcionamento de 70% da frota de ônibus em horários de pico durante a greve.   

A magistrada estabeleceu multa diária de 30 mil reais em caso de descumprimento, a ser revertida para o Fundo Estadual de Apoio ao Trabalhador (FEAT).

A restrição imposta visa assegurar a continuidade dos serviços oferecidos à população, bem como evitar a ocorrência de graves danos à sociedade. Primeiro, destacou a vice-presidente, “não há qualquer notícia sobre a quantidade de trabalhadores que remanescerão em efetivo exercício, razão pela qual se revela impossível aferir a não ocorrência de solução de continuidade dos serviços indispensáveis ao atendimento às necessidades inadiáveis da população”.

A magistrada enfatizou ainda que também não há informação de que houve comunicado aos empregadores e aos usuários do transporte coletivo com antecedência mínima de 72 horas, conforme prevê o artigo 13 da Lei de Greve.

Reivindicações

A categoria dos motoristas quer um reajuste salarial, além de alguns benefícios como comissão e vale alimentação, contudo as empresas estão relutantes em atender as reivindicações.

O Presidente do Sindicato dos Motoristas disse que após exaustivos debates entre os sindicalistas, representantes das garagens e trabalhadores não teve um consenso entre as partes. “Foi deliberado algumas condições que serão inegociáveis para se evitar uma greve. Como salário de motorista de R$ 2000, comissão de R$ 250, vale alimentação R$ 150 e 10% para os demais trabalhadores”, disse o líder sindical. 

O setor patronal ofereceu o reajuste de apenas 8,34% sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o que desagradou os trabalhadores da área. “Nós não iremos ‘arredar o pé’, pois precisamos que eles atendam as pauta de reivindicação oferecida”, finalizou Ledevino.

Durante greve, 70% da frota de ônibus deve circular em horários de pico

Motoristas param e usuários vão ficar sem ônibus nesta terça-feira

 

 

Redação

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