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Após ataque a Bolsonaro, PT triplica seguranças que acompanham Haddad

Um dia depois do ataque a Jair Bolsonaro, o PT triplicou o número de seguranças que acompanham o ex-prefeito Fernando Haddad nas atividades de campanha.

Na manhã e tarde deste sábado, seis seguranças o acompanharam durante corpo-a-corpo no extremo Sul de São Paulo, em vez da habitual equipe de dois homens.

Na hora do almoço, por exemplo, um agente ficou sentado com espaldar da cadeira rente à de Haddad, enquanto outro segurança permanecia de pé ao lado da mesa onde estavam o ex-prefeito e seus apoiadores.

Na visita a uma comunidade no bairro do Grajaú, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, cobrou de um segurança maior agilidade no cerco a Haddad. Ao ouvir que a região era de simpatizantes do PT, Okamotto argumentou:

"Todos que estavam lá também eram do Bolsonaro", disse Okamotto, em alusão ao momento em que o capitão foi esfaqueado.

Ao receber uma cotovelada na região do abdômen, o vereador Alfredinho se retesou, afirmando que aquela área era suscetível a facadas.

Dois carros da PM também acompanham a agenda do petista nas chamadas franjas da cidade. Um oficial do 50 BPM apresentou-se ao candidato afirmando que haveria temor de retaliações após o atentado a Bolsonaro.

Haddad disse que não temia retaliação por não ter nada a ver com o PT. Em entrevista, Haddad afirmou que, diferentemente de alguns adversários cuja estratégia consistia em desbotar Bolsonaro, não haverá desvios no rumo de sua campanha, especialmente em rádio e TV.

"Não era o nosso foco desde o início. Nossos programas são propositivos. Não atacamos. Estamos discutindo plano de governo", disse o petista, após reiterar desejo de que Bolsonaro se recupere.

Segundo o ex-prefeito, a Polícia Federal procurou a coordenação de sua campanha para discutir medidas adicionais de segurança durante a disputa eleitoral. Mas o partido ainda espera um comunicado da polícia. 

No extremo sul da capital, Haddad responsabilizou o ex-prefeito João Dória pelas mazelas da região. O petista disse que entregou ao sucessor o hospital de Parelheiros com 85% de execução. E que Dória não foi capaz de concluí-lo em dois de governo.

Após listar as promessas de Dória, Haddad disse que o tucano afirmou que não deixaria o cargo. Mas sumiu.

Questionado por uma moradora se assumirá a vaga de Lula na corrida presidencial, Haddad respondeu "provavelmente".

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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