Atualmente quando procuramos a adoção de uma alimentação equilibrada, saudável e capaz de garantir a segurança nutricional de um ser humano, não é mais possível restringi-la à composição dentro do próprio prato. É necessário compreender que a saúde e a nutrição de cada pessoa dependem da manutenção da saúde e da nutrição dos ecossistemas e da sociedade humana em suas esferas locais e planetárias. Ao escolhermos os alimentos que vão compor uma refeição, cada um de nós é responsável pelo impacto que a produção, o processamento, a distribuição, a comercialização e os resíduos desses alimentos geram na natureza e na estrutura social que os envolvem. Em uma época em que grande parte dos habitantes já vive em cidades com grau avançado de urbanização, há um crescente distanciamento do dia a dia dos cidadãos da dinâmica rural e dos ciclos dos elementos da natureza. Os processos de industrialização, mecanização e intermediação na venda dos produtos de uso diário acabam gerando relações superficiais entre os diversos atores envolvidos nesse processo e os recursos ambientais utilizados. Para que possamos fazer escolhas conscientes do que queremos estimular, ao escolhermos o que nos alimenta é necessário conhecer toda a cadeia produtiva que permite que esses alimentos sejam gerados e quais são as consequências em curto e em longo prazo dessa geração.
E podemos ‘desindustrializar’ a despensa! Sempre que possível, compre alimentos frescos, integrais e artesanais.
Comprar diretamente da Agricultura Familiar (priorizando os de origem orgânica, agroecológica e de agricultura em transição). Priorizar o consumo em um raio de até 200 Km da cidade, fortalecendo o comércio de bairro e arredores, estimulando as economias locais.
Inserir biodiversidade no prato. Conhecer as plantas alimentícias não convencionais, frutos nativos e sementes crioulas.
Comer na sazonalidade correta dos alimentos, o alimento da época.
Consumir menos carnes e produtos derivados, priorizando pecuária natural e pesca artesanal.
Difundir amplamente o debate dos agrotóxicos e transgênicos entre os cidadãos. Mobilize-se para que o poder público combata os danos sociais, ambientais e à saúde humana que eles provocam.
Minimizar desperdícios e otimizar processos.
Tomar consciência e assumir responsabilidade por nossos resíduos. Realize a compostagem.
Minimizar ao máximo o uso de embalagens e descartáveis. Abrace a coleta seletiva, apoiando as cooperativas de catadores.
Relacionar-se mais com a terra. Pise na grama, plante em casa e participe de hortas comunitárias.
Compreender o ciclo e manejo da água. Participe das soluções relativas ao tema.
Mudar a Si próprio. Investir com carinho no aprimoramento pessoal, harmonizando corpo, mente e espírito. Divirta-se.
Senta-se parte de um coletivo, compartilhando bens e saberes com outras pessoas. Experimente trocar produtos solidariamente e evite o consumismo desnecessário.